terça-feira, 17 de julho de 2012
Relatório do Congresso dos EUA denuncia lavagem de dinheiro no HSBC
O banco britânico HSBC colocou em risco o sistema financeiro americano ao se expor a possíveis atividades de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico de drogas ou ao financiamento do terrorismo, indicou nesta segunda-feira um relatório do Senado americano.
O relatório de uma comissão de investigação do Senado vinculada à Segurança interior destacou as "graves omissões" no sistema antilavagem da filial americana do HSBC, o HBUS, que não conseguiu - segundo os parlamentares - vigiar de forma eficaz as atividades suspeitas.
Desta forma, segundo os congressistas, o banco expôs o sistema financeiro americano a possíveis operações de lavagem de dinheiro da droga dos cartéis mexicanos. A filial mexicana transferiu, deste modo, cerca de 7 bilhões de dólares ao HBUS entre 2007 e 2008.
O HBUS também manteve relações financeiras com estabelecimentos bancários suspeitos de ter vínculos com supostas organizações terroristas. O informe de 330 páginas citou, deste modo, o banco saudita Al Rajhi Bank.
"Na era do terrorismo internacional, da violência vinculada à droga em nossas ruas e em nossas fronteiras, do crime organizado, deter o fluxo de dinheiro que apoia estes horrores é uma prioridade para a segurança nacional", escreveu em um comunicado o senador democrata Carl Levin, que preside a comissão. Fonte: AFP – 9 horas atrás
segunda-feira, 16 de julho de 2012
BANCO DO NORDESTE TEM R$ 1,5 BILHÃO PARA APLICAR NO PLANO SAFRA
Maior financiador da agricultura familiar do Nordeste brasileiro, o Banco do Nordeste terá R$ 1,5 bilhão para aplicar no segmento, nesta safra.
A novidade deste ano é a expansão da metodologia do programa de microcrédito rural, Agroamigo, que passará a atender outras linhas do Pronaf, com exceção dos Grupos A e A/C, para operações de até R$ 15 mil, em função do sucesso alcançado.
“Com esta ampliação do Agroamigo, esperamos atender a 500 mil agricultores familiares em toda a nossa área de atuação”, informa o diretor de Gestão do Desenvolvimento do Banco do Nordeste, Stélio Gama Lyra Júnior.
O Superintendente Estadual da Bahia, Nilo Meira Filho, estima a aplicação de cerca de R$ 450 milhões apenas para os agricultores familiares baianos durante a safra.
Lançado pela presidenta Dilma Roussef na tarde do dia 4 de julho, o Plano Safra 2012/2013 viabilizará o aumento da produção sustentável de alimentos. Em todo o Brasil, os agricultores familiares terão à disposição R$ 22,3 bilhões para crédito, seguro, assistência técnica e extensão rural e garantia de preços e comercialização.
O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) destina-se a estimular a geração de renda e melhorar o uso da mão de obra familiar, por meio do financiamento de atividades e serviços rurais agropecuários e não agropecuários desenvolvidos em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Bilbao amplia investimentos em sua base portuária
Mesmo diante das adversidades a que a economia europeia e mundial, vamos dizer, passa, as autoridades portuárias de Bilbao, Espanha tem investido seriamente na sua infraestrutura portuária. Enquanto isso, esperamos que aqui na terrinha, também haja investimento comprometido com o desenvolvimento da economia aplicando recursos na infraestrutura de nossos portos.
Confiram a informação.
O conhecido orgulho basco faz parte da estratégia comercial do Porto de Bilbao, localizado na extremidade norte da Península Ibérica. A Autoridade Portuária local aproveita o passado industrial da região para convidar investidores de todo o mundo a participar de empreendimentos em Bilbao.
Gerdau, ABB e Alstom são algumas das principais companhias entre as 700 instaladas na região de Bilbao. Entre os pontos fortes mais destacados pela administração portuária estão a qualidade da capacitação dos profissionais e a tecnologia desenvolvida no País Basco, justamente pelo citado "passado industrial".
Comunicado da Autoridade Portuária ressalta, ainda, que o País Basco "soube reinventar-se após a crise do modelo de produção na década de 1980, dando lugar a uma economia aberta com diversificação".
Entre os principais segmentos industriais estão a indústria de aço, automotiva, de energia eólica, engenharia, biociências e o agronegócio.
A competição pela atração de investimentos na Europa é cada vez mais acirrada devido à forte crise econômica que atinge o Velho Continente.
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Gente, postei este vídeo porque acredito na ideologia do 5S. Conheci em uma empresa que trabalhei e recomendo exatamente como estilo de vida. Bom aprendizado!
terça-feira, 5 de junho de 2012
Comunidade rural na Bahia depende de caminhão-pipa para beber água
Muitas crianças carregam sozinhas baldes que irão abastecer suas casas.
Sem alternativa, algumas famílias ficam um mês inteiro sem receber água.
O caminhão-pipa é hoje a principal fonte de água de muitas comunidades rurais da Bahia. Só no município de Mulungu do Morro, 58 povoados dependem exclusivamente dessa água para sobreviver. A operação é feita pelo Exército Nacional, custeada pelo Ministério da Integração Nacional. Foram contratados 13 caminhões e cada um atende no máximo duas localidades por dia.
O capitão Rubinei Teixeira Dias, coordenador da operação pipa na região, explica como é feito o cálculo da quantidade de água para cada comunidade: “uma pessoa necessita de 20 litros de água potável por dia. Em uma comunidade onde tem 100 pessoas, preciso abastecer diariamente ela com dois mil litros de água. A partir daí começo a fazer o cálculo da distribuição de água.”
A água do Rio Tijuco, que abastece os caminhões, é doce, mas não potável. Por isso, é colocada uma pastilha de cloro para purificar a água e evitar doenças. Se a água chega no dia e na quantidade combinada, um representante da comunidade entrega um tíquete para o pipeiro. Esse esquema é para evitar desvios e fraudes. O problema é que, às vezes, falta dinheiro para a operação pipa e a água não chega.
Quem vive na Baixa da Cainana conta também com um poço de água salgada: não serve pra beber, mas dá para lavar roupa e matar a sede dos animais. Em Lagoa Damaceno, só um açude ainda tem água e de péssima qualidade, mas que está com os dias contados: deve durar no máximo mais 10 dias, de acordo com um morador.
A única escola do povoado funciona num bar, à espera da inauguração do prédio novo. Se a pipa não vem, as aulas são suspensas. Posto de saúde, não tem. Comércio, só um mercadinho que vai mal das pernas: o preço dos produtos subiu por causa da quebra de várias safras e a renda das pessoas caiu.
Lavouras
A seca está só no começo e a situação pode piorar. Na maior parte do sertão chove de novembro a abril. Daí pra frente, de maio a outubro, é tempo de estiagem. Este ano, o período das águas "falhou". Choveu menos do que um terço do que era esperado. Muita gente nem plantou e, quem plantou, perdeu.
Só a mandioca dá algum dinheiro. Lavouras plantadas há dois anos e colhidas agora ainda rendem uns poucos sacos de farinha, pois a seca comprometeu o desenvolvimento da raiz. Mesmo essa mandioca de pior qualidade está no fim.
A luta dessa comunidade para conseguir um pouco de água é grande, muitas crianças buscam sozinhas a água para levar para suas casas. As famílias que moram um pouco mais distantes do tanque onde a pipa despeja água também acabam penalizadas.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Importação de vestuário é um dos únicos bens de consumo que ainda não caiu
O recuo na importação brasileira em abril chegou a segmentos que ainda mantinham um pouco mais de fôlego nos desembarques, alcançando não só setores relacionados a matérias-primas e intermediários como também a bens de consumo. A queda de importação ou a forte desaceleração nos desembarques de alguns setores são considerados indicadores de uma demanda doméstica mais enfraquecida e reflexo de uma produção industrial desacelerada. Representantes de setores como calçados, têxtil e vestuário indicam também influência da "Maré Vermelha", fiscalização da Receita Federal com verificação física no desembarque de mercadorias deflagrada em março.
Segundo dados da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), em abril a importação de veículos apresentou queda de 6,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado do ano, há crescimento de 3% em relação ao primeiro quadrimestre de 2011. A importação de material eletrônico e de comunicações também teve queda de importação em abril, de 7,6%, comportamento que contrasta com o do acumulado do ano, período no qual houve crescimento de 3% .
Conforme noticiado pelo Valor Econômico, segmentos de não duráveis também apresentaram desaceleração forte ou queda em abril. A importação de confecções, em abril, cresceu 11,9%. No acumulado do ano, a elevação é de 40,9%. A preparação de couros e calçados teve queda em abril de 25,5%. No acumulado, o aumento é de 0,8%. Rodrigo Branco, economista da Funcex, lembra que os dados de abril mostram um recuo ou desaceleração de importação mais generalizado entre os segmentos de bens de consumo. "Nos meses anteriores a desaceleração já estava mais forte nos bens de consumo duráveis. Em abril ela chegou a segmentos com menor elasticidade, como calçados e vestuário, o que é indício de demanda doméstica menos aquecida."
Heitor Klein, diretor da Associação Brasileira da Indústria de Calçados (Abicalçados), diz que um dos fatores mais importantes para a redução na importação do setor em abril deve ser creditada à fiscalização "Maré Vermelha". A operação foi deflagrada em 19 de março, mas, segundo ele, teve resultados maiores a partir de abril, como também aponta Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).
Os dois também acreditam que há um componente de sazonalidade, já que abril é um mês de entressafra entre coleções. "Mas há também uma esperada retração no ritmo de aumento do consumo doméstico. Depois de três anos de crescimento no volume de vendas no varejo do setor, o mercado chega a um nível de saturação já previsto para este ano", acredita Klein. Ulrich Kuhn, presidente do Sinditex, que reúne indústrias de têxteis e vestuário de Blumenau, faz análise semelhante. "Essas importações que desembarcaram em abril foram encomendadas, em média, seis meses antes. Ou seja, não há influência da atual desvalorização do real frente ao dólar, mas é reflexo de uma saturação do mercado que talvez leve o ritmo importação a uma estabilização ou desaceleração nos próximos meses."
O professor da Unicamp e consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Julio Gomes de Almeida, diz que os dados de importação em abril foram surpreendentes. Ele lembra que é necessário esperar o comportamento dos desembarques nos próximos meses, mas a redução da importação pode indicar agravamento da retração industrial e o fim de um ciclo de crescimento no consumo de bens duráveis. Ele lembra que, na média diária, os desembarques em abril tiveram redução de 3,1% na comparação com o mesmo do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).
A extensão de efeitos de desaceleração ou redução em segmentos como calçados e vestuário, diz Almeida, pode indicar cautela. "Grandes varejistas podem estar de olho nas tendências de consumo e resolveram colocar um pé no freio. Como a decisão de comprar de fora requer antecedência, é a importação que costuma pagar mais o preço das viradas de ciclo", diz. Com isso, a insegurança do mercado doméstico pode contribuir para um menor coeficiente de importação nos próximos meses. "Mas será uma alteração pouco relevante, já que os problemas estruturais da indústria ainda não foram resolvidos."
Welber Barral, sócio da Barral M Jorge Consultores Associados, também acredita que a redução de importação em abril reflete a queda de demanda das vendas do varejo e a perspectiva de desaquecimento. Se houver estabilização em nível mais elevado, o câmbio também vai contribuir, acredita, para a manutenção dessa tendência nos próximos meses. "As empresas provavelmente reduzirão a importação, porque farão menos estoque. fonte: Valor Econômico
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Trabalhadores da Usina de Belo Monte em greve
Um grupo de deputados da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, da Câmara dos Deputados, esteve reunido nesta quinta-feira (3/05), em Altamira (Pará), com diretores do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Pesada do Pará, que representam os operários da obra da usina hidrelétrica de Belo Monte, e com diretores do consórcio construtor do empreendimento.
Os parlamentares, segundo a Agência Câmara de Notícias, foram verificar as condições de trabalho no local e buscar uma solução para a greve, que já dura 11 dias. A paralisação – a quarta nos últimos seis meses – foi considerada ilegal pela Justiça, que exigiu a volta aos trabalhos.
O presidente da comissão, deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), disse que será difícil a negociação entre os funcionários e o consórcio (liderado pela Construtora Andrade Gutierrez). O parlamentar informou que, aparentemente, não há problemas quanto à infraestrutura da obra e dos acampamentos dos operários. Ele destacou, no entanto, que, na reunião com os deputados, o consórcio manteve a posição de não atender às reivindicações dos operários, sob a justificativa de que a medida acarretaria um impacto aproximado de R$ 500 milhões – valor não previsto no contrato com a concessionária Norte Energia S.A., que é quem vai explorar a geração de energia em Belo Monte.
Reivindicações
Os trabalhadores pleiteiam o aumento do tíquete-refeição (de R$ 95 para R$ 300) e a redução do intervalo de tempo para que eles possam visitar por nove dias suas famílias. O prazo hoje é de seis meses e os operários querem a visita a cada 90 dias.
O consórcio convocou os operários para que voltem ao trabalho nesta sexta (4), mas tudo indica que isso não irá acontecer, uma vez que os sindicalistas alegam que não foi feito nenhum acordo adicional sobre as reivindicações.( Porto Gente)
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