Governo propõe salário mínimo de R$ 719,48 a partir de 2014 Novo valor consta de proposta da LDO divulgada nesta segunda (15). Aumento do salário mínimo será em janeiro do ano que vem.O salário mínimo vai subir dos atuais R$ 678 para R$ 719,48 a partir de 2014, segundo a proposta para a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Ministério do Planejamento. A proposta ainda vai passar pelo Congresso e, se for aprovada, o novo valor do mínimo passa a valer a partir de janeiro do ano que vem. Esse valor proposto para o salário mínimo em 2014, entretanto, pode ser alterado no futuro, com base nos parâmetros estabelecidos para sua correção (crescimento do PIB do ano de 2012 e da inflação, medida pelo INPC, deste ano). Além de 2014, a proposta também informa a previsão do salário mínimo para 2015 (R$ 778,17) e para 2016, quando deve atingir R$ 849,78. Na proposta da LDO, o governo também informou a previsão de que o IPCA, índice que mede a inflação oficial, terá variação de 4,5% em 2014. Para este ano, a previsão é de 5,2%. PIB e inflação O governo também apresentou a sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 3,5% para este ano e 4,5% em 2014. Na LDO do ano passado, o governo estimava um crescimento maior para a economia no ano que vem: 6%. O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse sobre a inflação que o governo tem tido "atenção constante" com a possibilidade de alta da inflação, como ocorreu no início deste ano. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usada como base para as metas do governo, apresentou variação de 0,47% em março – taxa inferior à registrada no mês anterior, de 0,60%. No acumulado dos últimos 12 meses até março, porém, a taxa de inflação é de 6,59%, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central, que é de 6,5% - dois pontos acima do centro da meta, que é de 4,5%. “[O controle da inflação] é um processo que exige atenção constante. O governo continua trabalhando para que ela possa convergir para a meta [de 4,5% em 2013]”, disse Augustin. Sobre a variação do PIB, ele afirmou que o governo está otimista e espera para o ano que vem um “processo de crescimento importante” da economia. “Eu entendo que a economia brasileira vem retomando o crescimento. A velocidade talvez seja um pouco abaixo do que gostaríamos, mas ela vem retomando o crescimento”, disse o secretário do Tesouro Nacional. Superávit Na proposta de LDO, o governo informa que sua meta de superávit primário em 2014 será de R$ 167,4 bilhões, o que equivale a 3,1% do PIB estimado para o ano que vem. O superávit primário é a economia feita pelo governo federal, estados e municípios para pagar juros da dívida pública e tentar manter sua trajetória de queda. Do total de R$ 167,4 bilhões, R$ 116,1 bilhões correspondem à parcela da União. Os outros R$ 51,2 bilhões, cabem a estados e municípios. Augustin informou, entretanto, que já a partir de 2013 a União não terá mais a obrigação legal de compensar o resultado de estados e municípios, caso a meta de superávit não seja cumprida por eles. Isso significa, portanto, que o governo se compromete a cumprir apenas a sua parte (R$ 116,1 bilhões, no caso da LDO de 2014) e que buracos deixados na conta de estados e municípios “podem” ser abatidos da meta total. Segundo Augustin, para que a desobrigação passe a valer já, o governo vai enviar um projeto ao Congresso para alterar a Lei Orçamentária de 2013. "Não estamos dizendo que a meta [não cumprida por estados e municípios] vai ser abatida [da meta total de superávit]. Estamos dizendo que a LDO permite que isso ocorra. Se vai ser feito ou não, isso vai ser definido ao longo de 2014", disse o secretário do Tesouro Nacional. Em 2012, estados e municípios tiveram um superávit de R$ 23,7 bilhões, equivalente a 55% de sua meta, que era de R$ 42,8 bilhões. Essa diferença de R$ 19,1 bilhões teve que ser compensada pela União. A proposta de LDO também fixa em R$ 67 bilhões o valor de abatimento da meta de superávit possível com os investimentos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e com desonerações de tributos em 2014. Para este ano, o limite é de R$ 65 bilhões. Juros e câmbio O documento apresentado pelo Ministério do Planejamento nesta segunda também aponta estimativa de que a taxa básica de juros da economia (Selic) esteja em 7,5% em dezembro de 2014, mesmo patamar atual. Ainda de acordo com a proposta, a previsão é que a taxa permaneça a mesma ao final de 2015 e 2016. O governo divulgou ainda que espera uma taxa de câmbio média de R$ 2 por dólar ao final de 2013, e de R$ 2,04 no fim de 2014. Segundo a proposta da LDO, a desvalorização do real deve continuar nos anos seguintes, atingindo R$ 2,07 por dólar em 2015 e R$ 2,09 em 2016.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Governo propõe salário mínimo de R$ 719,48 a partir de 2014
Bahia garante presença na Exposição Nacional do Mangalarga Marchador
O secretário estadual de Agricultura (Seagri), engenheiro agrônomo, Eduardo Salles, confirmou que a Bahia estará presente na Exposição Nacional do Mangalarga Marchador, em Belo Horizonte, de 17 a 28 de julho deste ano, no Parque de Exposições da Gameleira. A afirmação foi feita durante visita do secretário à Expobahia (Semana Baiana do Cavalo), nesta quinta-feira (11), no Parque de Exposições de Salvador, quando se reuniu com os diretores da Associação de Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador da Bahia (ACCMMB), com a presença do presidente da Associação Brasileira de cavalos Mangalarga Marchador (ABCCMM), Magdi Shaat.
No ano passado, a Bahia foi destaque na Exposição Nacional, em Belo Horizonte, quando montou pela primeira vez um estande, em localização estratégica, de onde centenas de criadores baianos tiveram visão privilegiada da pista de julgamentos. Elogiado por todas as demais associações brasileiras, a estrutura baiana teve o objetivo de divulgar a potencialidade do Estado nos 11 dias de exposição.
Durante a reunião de trabalho realizada nesta quinta-feira, Salles discutiu ainda, a realização do Campeonato Brasileiro de Marcha Batida (CBM) e o Marchador Fest, evento considerado a solenidade de entrega do Oscar aos melhores criadores do ano, a realizar-se durante a Fenagro 2013, pela primeira vez. Sobre o Marchador Fest, evento que já acontece na Exposição Nacional do Mangalarga, o secretário informou que a Seagri deve analisar a viabilidade técnica para trazê-lo para Bahia.
Para o presidente da ACCMMB, Hermann Abbehusen, o CBM é um dos maiores eventos da raça, onde cerca de 700 animais de criadores do Brasil inteiro devem disputar o prêmio de campeão brasileiro de marcha. A expectativa, afirma Hermann, é gerar cerca de R$ 3 milhões em negócios e fomentar a atividade durante a Fenagro. Quanto ao Marchador Fest, ele explica que se trata de uma grande festa do Mangalarga Marchador para os melhores criadores e expositores, bem como oportunidade de homenagear criadores antigos.
Magdi Shaat, presidente da ABCCMM, falou da possibilidade em trazer a Exposição Nacional de Mangalarga para Bahia, em 2014, defendeu a realização da CBM e do Marchador Fest, visto que, o Estado é destaque no cenário nacional, ocupando o terceiro lugar no ranking de melhores criadores de Mangalarga do Brasil.
“A Bahia é o Estado que mais cresce em associados e em desenvolvimento da raça. Essa evolução vem se intensificando e os resultados são as premiações que os baianos têm alcançado na exposição nacional”, afirmou.
O secretario disse ao presidente Magdi que seria a realização de um grande sonho para os criadores baianos, a realização da exposição nacional em 2014, na Bahia, solicitação feita pelo governo do estado à ABCCMM.
Exemplo de superação
Depois de visitar a exposição e acompanhar o julgamento dos cavalos, Salles elogiou a organização da Expobahia, onde a pecuária mostra sua pujança, destacando que é um contraponto ao cenário apresentado pela agropecuária baiana, que atravessa um dos momentos mais difíceis com a seca prolongada.
“A Expobahia é um exemplo da superação do pecuarista baiano, que mesmo com a dificuldade e a dimensão desta seca avassaladora, realiza um evento com estas proporções aqui na Bahia. Parabenizo os organizadores do evento por reunir criadores dos estados do Nordeste e do Brasil, mesmo com todas as dificuldades”.
Salles percorreu o parque de exposições de Salvador em companhia de Magdi Shaat, presidente da ABCCMM, e da diretoria da ACCMMB, presidente Hermann Burgos Abbehusen, do vice-presidente, Paulo Magalhães Novoa, do tesoureiro, Mateus Braga, e do ex-presidente da ACCMMB, Maurício Odebrecht.
Universo dos eqüinos
A Expobahia, que a partir deste ano passa a ser chamada de Expobahia - Semana Baiana do Cavalo, é organizada pelo conjunto das associações de criadores de animais do Estado. O evento, iniciado no dia 9, vai até domingo (14). Representada pela Associação dos Criadores do Cavalo Mangalarga Machador da Bahia, a feira está expondo mais de 2,8 mil animais, entre eqüinos, com mil exemplares, bovinos (300), caprinos e ovinos (1,5 mil), além de pequenos animais. O destaque é a Exposição Brasileira de Cavalo Mangalarga, mas a programação incluiu provas desportivas e atividades destinadas a profissionais, amadores ou simples curiosos do mundo dos eqüinos.
“A exposição brasileira é uma oportunidade que os criadores de Mangalarga têm de divulgar o seu plantel para todo País. É um evento com premiação de âmbito nacional, no qual serão julgados e avaliados cavalos de diversos estados”, explica o diretor da Associação Baiana de Criadores de Margalarga (ABCM), Antônio José Seabra.
Em sua 13ª edição, a Expobahia pretende movimentar, aproximadamente, R$ 20 milhões em negócios, sendo R$ 8 milhões em vendas diretas de animais. Durante a feira, acontecerão seis leilões, envolvendo bois Nelore (única raça bovina presente este ano, por conta da seca que assola o Nordeste), cavalos Quarto de Milha, Mangalarga e Mangalarga Marchador, além de caprinos e ovinos.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Assentamento em Pojuca é exemplo de sucesso do crédito fundiário
(Pojuca - BA) – De trabalhadores da Fazenda Alvorada a donos da propriedade. Essa é a nova realidade de dezenas de famílias que organizaram a Associação Hortícola Riacho das Moças e, através do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), compraram a fazenda com 4% de juros ao ano, três anos de carência e 17 anos para pagar, com direito ainda a 40% de desconto nas prestações pagas em dia. A associação já antecipou o pagamento de duas parcelas. Além disso, coletivamente, as 15 famílias tiveram acesso a R$ 425 mil, não reembolsáveis, para investimentos em infraestrutura produtiva.

Localizado no povoado de Guerreiro, em Pojuca, no Território de Identidade Agreste de Alagoinhas/litoral Norte, a associação de agricultores familiares, com diretoria formada quase que exclusivamente por mulheres (só um homem faz parte), desenvolve a horticultura em sete hectares, área que será estendida para 15 hectares. “Nossa produção é totalmente orgânica”, diz a presidente Maria José Santana, pedindo par ser chamada de Zeu, como é conhecida. Ela explicou que “vamos diversificar a produção, abrindo uma área de fruticultura, com ênfase nas culturas de banana e dos citros. A venda dos produtos é coletiva, mas a produção é individual. Cada família tem sua casa e área de cultivo.
“Essa é uma experiência maravilhosa. Pessoas que trabalhavam na fazenda e tinham o desejo de ter a própria terra para cultivar, agora estão felizes realizando o sonho”, comentou o secretário estadual da Agricultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, ao visitar o assentamento, acompanhado pelo coordenador de Desenvolvimento Agrário da Seagri (CDA), Luís Anselmo Pereira de Souza; pelo coordenador de Desenvolvimento Agrário da CDA, Nilo Ramos: e por Jeandro Ribeiro, diretor de Agregação de Valor da Superintendência de Agricultura Familiar da Seagri (Suaf). Ele disse ainda “esse é um exemplo de sucesso que deve ser seguindo em toda Bahia”.
Um dos produtos do assentamento e comercializados nas feiras do município é a pimenta biquinho, cheirosa e gostosa, mas sem ardor, apresentadas em frascos com a marca “Sabor das Moças”. Essa produção artesanal será profissionalizada, conforme disse o secretário, autorizando a Suaf a implantar uma pequena agroindústria e buscar assessoramento do Sebrae para desenvolver a rotulagem e capacitação dos agricultores. Além de apoiar a industrialização da produção, a Seagri vai também viabilizar a certificação de produtos orgânicos, visando a agregação de valor dos produtos que atualmente não recebem mais por isso.
Programa facilita aquisição da terra
De acordo com Luís Anselmo Pereira, coordenador da CDA, o Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), é um importante mecanismo para o avanço da agricultura familiar na Bahia. Trata-se, disse ele, de um programa do Ministério de Desenvolvimento Agrário (MDA), destinado aos trabalhadores rurais sem terra ou com pouca terra, organizados através de associações comunitárias, ou também a agricultores que decidem comprar um imóvel individualmente. “As famílias que participam do programa passam a ser assistidas pela Unidade Técnica Estadual da CDA e também com a rede de apoio formada por diversos parceiros prestadores de Assistência Técnica e Extensão Rural”, disse.
O coordenador de Desenvolvimento Agrário da CDA, Nilo Ramos, disse que atualmente a coordenação está analisando 312 processos, envolvendo 9,5 mil famílias. “O PNCF é uma excelente ferramenta complementar de reforma agrária, através da compra dos imóveis rurais”, afirmou. Além de viabilizar a compra da terra, o financiamento contempla, com recursos não reembolsáveis, a construção da moradia, investimentos em infraestrutura, como energia, compra de trator e regularização ambiental, necessários para a produção familiar. O Programa apóia-se nos princípios da participação, controle social, transparência e descentralização.
texto e fotos: Josalto Alves
Crediamigo supera R$ 2 bilhões aplicados no Estado da Bahia
Maior programa de microfinaças da América Latina alcança marca histórica com 372,3 mil empreendedores atendidos na BahiaNo mês de fevereiro de 2013 o programa Crediamigo atingiu a marca de R$ 2,077 bilhões aplicados no Estado da Bahia, um marco histórico. Foram 1,6 milhão de operações de empréstimo, beneficiando 372.397 empreendedores desde a implantação do programa na Bahia, em 1998. Por outro lado, a média de inadimplência nos últimos três anos girou em torno de 0,8%. Os resultados foram realizados pelas Gerências Regionais de Salvador e de Vitória da Conquista. “Trata-se de um resultado representativo da importância da Bahia no contexto do programa como um todo, e de uma nova etapa na atuação do Crediamigo no Estado”, definiu o gerente regional de Microfinanças do Banco do Nordeste em Salvador, Joaci Sabino Silva. “Estamos trabalhando fortemente para atingir os próximos R$ 2 bilhões em um menor espaço de tempo, sem perder a qualidade que caracteriza o Crediamigo”, completou. Resultados em 2013 Nos dois primeiros meses do ano, foram realizadas cerca de 56 mil operações, num montante de R$ 90,66 milhões aplicados. Atualmente o programa possui 171,4 mil clientes ativos com operações no valor médio de R$ 1.113,95. “Temos cumprido os objetivos do Governo Federal quando do lançamento do Programa Crescer, o qual teve como principal referência o próprio Crediamigo, na pulverização do crédito e no alcance aos empreendedores, formalizados ou não. Nossa parceria com o Governo do Estado da Bahia e com as prefeituras municipais nos tem permitido atingir estes números significativos e projetar um crescimento sustentável nos próximos anos”, conclui Joaci. Crediamigo O Crediamigo é o Programa de Microcrédito Produtivo Orientado do Banco do Nordeste que facilita o acesso ao crédito a milhares de empreendedores pertencentes aos setores informal ou formal da economia (microempresas, enquadradas como Microempreendedor Individual, Empresário Individual, Autônomo ou Sociedade Empresária). O Crediamigo faz parte do Crescer - Progama Nacional de Microcrédito do Governo Federal - uma das estratégias do Plano Brasil Sem Miséria para estimular a inclusão produtiva da população extremamente pobre. O Programa atua de maneira rápida e sem burocracia na concessão de créditos em grupo solidário ou individual. Grupo solidário consiste na união voluntária e espontânea de pessoas interessadas em obter o crédito, assumindo a responsabilidade conjunta no pagamento das prestações. A metodologia do aval solidário consolidou o Crediamigo como o maior programa de microcrédito do país, possibilitando o acesso ao crédito a empreendedores que não tinham acesso ao sistema financeiro. Associado ao crédito, o Crediamigo oferece aos empreendedores acompanhamento e orientação para melhor aplicação do recurso, a fim de integrá-los de maneira competitiva ao mercado. Além disso, o Programa de Microcrédito do Banco do Nordeste abre conta corrente para seus clientes, sem cobrar taxa de abertura e manutenção de conta, com o objetivo de facilitar o recebimento e movimentação do crédito.
terça-feira, 19 de março de 2013
Curso capacita pescadores baianos para produção de tilápia
A partir do dia 28 de março, centenas de pescadores baianos serão capacitados na produção e comercialização de tilápias. A ação faz parte do I Qualitilápia, evento realizado pela Bahia Pesca, empresa vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), que passará a pequenos aquicultores da Bahia, informações sobre manejo, estratégias comerciais e controle de qualidade do peixe.
O objetivo do evento é potencializar a oferta e a comercialização da tilápia em locais estratégicos, incrementando e incentivando o consumo do produto em todo estado. O evento pretende ainda promover uma aproximação entre o setor produtivo e o setor comercial, através de momentos e encontros gourmet com empresários.
“Desta forma, o pescador poderá conhecer quais são as expectativas e exigências de quem compra, ajustando sua estratégia de comercialização e incrementando sua renda”, afirma o presidente da Bahia Pesca, Cássio Peixoto. “Por outro lado, o dono de restaurante terá mais segurança para colocar o produto nos seus cardápios. É um ciclo virtuoso”, complementa o gestor. A estimativa da empresa é de atender a um mínimo de 120 pescadores em toda a Bahia nesta primeira edição do Qualitilápia.
Durante o evento serão realizados workshops e seminários para cooperativas e associações de pescadores, com produtores e potenciais compradores de tilápias. “A escolha da tilápia não acontece por acaso. A Bahia é o quarto maior produtor da espécie no Brasil”, explica a subgerente de pesca da Bahia Pesca, Eliana Carla Ramos, acrescentando que durante os encontros haverá ainda miniexposições de artesanatos feitos com materiais retirados da tilápia.
Os primeiros cursos serão realizados durante o Festival Aleluia, em Ilhéus, a partir de 27 de março. Até Junho cinco cidades receberão o Qualitilápia: Salvador, Paulo Afonso, Prado, Luiz Eduardo Magalhães e Cairu.
terça-feira, 5 de março de 2013
Plano Estadual da Borracha dá sustentabilidade a diversas regiões da Bahia
Plano Estadual da Borracha dá sustentabilidade a diversas regiões da BahiaSair da produção de 17,2 toneladas/ano para 146 mil toneladas; de 32.314 hectares plantados para mais 100 mil hectares com variedades melhoradas de seringueira nos próximos 20 anos; ampliar de 6,5 mil empregos para 34 mil, aumentar a produtividade de 800 kg/hectare para 1.460 kg/hectare, eliminar a importação de borracha seca, que hoje representa 70% do consumo interno; aumentar a renda oriunda da produção dos atuais R$ 102 milhões/ano, para R$ 865 milhões/ano; ampliar a arrecadação de ICMS de R$ 18 milhões /ano, para R$ 163 milhões/ano, e chegar ao ano 2040 com a Bahia autossuficiente na produção de borracha natural. Esses são os principais objetivos do Programa de Desenvolvimento do Setor da Borracha Natural do Estado da Bahia (Prodebon), lançado na manhã desta segunda-feira (9), no santuário da Primeira Igreja Batista de Valença. Este é o primeiro plano estadual estratégico que estamos lançando disse o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Reforma Agrária Pesca e Aqüicultura, engenheiro agrônomo Eduardo Salles, lembrando que para organizar e estruturar a agropecuária do Estado criamos 22 câmaras setoriais de cadeias produtivas consideradas estratégicas, que receberam a missão de elaborar planos estratégicos para os próximos 20 anos. Ainda nesse semestre, o governo do Estado, através da Seagri, vai lançar o Plano Estadual do Leite, e mais cinco planos de outras cadeias até o final do ano. Este não é um plano de governo. Foi elaborado pela Câmara Setorial da Borracha Natural, e cabe ao governo fazer a sua parte, garantindo assistência técnica e todo apoio necessário à efetivação do programa, disse Salles, aplaudido por mais de mil agricultores que lotaram o santuário da igreja. Também participaram do evento oito prefeitos da região, 18 secretários de Agricultura, dezenas de vereadores e presidentes de associações, cooperativas e de sindicatos. Durante a solenidade, o secretário Eduardo Salles assinou ordem de serviço autorizando a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) a realizar licitação para compra de 80 mil mudas de seringueira, as primeiras que serão entregues a agricultores familiares. Na seqüência, foram entregues, simbolicamente, algumas mudas a agricultores. A Bahia é o segundo maior produtor nacional de borracha natural do Brasil, atrás apenas de São Paulo, mas sua produção responde hoje por apenas 30% do consumo interno. Essa é uma realidade que começamos a mudar com o lançamento do Prodebon, afirmou Ivo Cabral secretário executivo da Câmara Setorial da Borracha Natural, acrescentando que a Bahia está dando um salto qualitativo e quantitativo. Cooperação A solenidade de lançamento do programa foi marcada pelo compromisso de cooperação assumido pelo governo do Estado, através da Seagri/EBDA/Adab/CDA; Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti); Sedir/Car; MDA; Mapa/Conab; BNB; BB; Ceplac; Faeb; Senar-Ba; Sebrae-BA; Organização de Conservação da Terra (OCT); Instituto Biofábrica de Cacau; Fetraf-Ba; Fetag-Ba; Sema/Inema, além das indústrias de pneus. O secretário Eduardo Salles explicou que parte da implantação proposta, cerca de 75% dos 100 mil hectares de seringueira, será feita no Sistema Agro Florestal (SAF), consorciado com o cacau e a banana, dando sustentabilidade ao produtor. Outra parte, 25%, será em substituição de eritrina por seringueira em plantios de cacau. O Prodebon vai atender a 18.133 produtores, em sua maioria da agricultura familiar. Os pequenos produtores alvo do programa estão distribuídos nos Territórios de Identidade Agreste Alagoinhas/Litoral Norte, Baixo Sul, Extremo Sul, Litoral Sul, Médio Rio das Contas, Recôncavo e Vale do Jiquiriçá, compreendendo a superfície de 95 mil Km2. Autossuficiência Henrique Almeida, presidente do Instituto Biofábrica de Cacau destacou que esse programa, além de colocar a Bahia no caminho da autossuficiência da borracha natural, representa grande avanço também para a cultura do cacau que, consorciada com a seringueira, vai dar sustentabilidade e rentabilidade à cacauicultura, garantindo melhor renda para os cacauicultores. Para Geraldo Machado, superintendente do Senar na Bahia, a grande característica do Prodebon é que se trata de um programa que nasce fadado ao sucesso, pois tem mercado concreto, uma vez que a Bahia abriga indústrias produtoras de pneus. Ele acrescenta que o programa articula ações que eram feitas de forma pulverizada, destacando a capacitação de pessoal. Como exemplo ele citou o fato de que os alunos de cursos patrocinados pelo Senar já estão sendo direcionados ao Sistema Agro Florestal (SAF), que é uma marca registrada do Prodebon. Para a prefeita de Valença, Jucélia Nascimento, esta é uma grande oportunidade da região ter novo oxigênio para alavancar o setor da borracha, reprimido ao longo dos anos. O diretor executivo da Companhia de Ações Regionais (Car) Vivaldo Mendonça, afirmou que hoje é um dia histórico para a cadeia produtiva da borracha, com o lançamento de um programa que cria uma agenda executiva que, com toda certeza, será cumprida. Ele disse ainda que vamos trabalhar para inserir esta iniciativa no programa Brasil Sem Miséria, abrindo espaço para o artesanato de borracha. Isso que estamos fazendo hoje é inovação e tecnologia, disse o secretário de Ciência e Tecnologia, Paulo Câmara, garantindo que o Prodebon nos dá as garantias de que as ações propostas serão executadas. Tanto o superintendente regional do BNB, Jorge Bagdeve, quanto o superintendente regional do BB, Romeu Schiavon, destacaram a sinergia e o trabalho integrado, e asseguraram o apoio financeiro das instituições, com o acesso ao crédito sem burocracia. Fonte: Ascom Seagri
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Um terço do café consumido no mundo é produzido no Brasil
Pesquisa agrícola, setores produtivo e exportador têm garantido essa performanceO agronegócio café é uma das atividades que tem se destacado historicamente na balança comercial brasileira com expressiva geração de divisas. Daí a importância do esforço conjugado da pesquisa agrícola, cadeia produtiva e setor exportador para que o País mantenha participação crescente no mercado de café mundial. Em 2012, a produção de café no mundo, segundo a Organização Internacional do Café - OIC, foi cerca de 144,5 milhões de sacas de 60 kg. Desse total, o Brasil produziu mais de 50,8 milhões, seguido pelo Vietnã (22 milhões), Indonésia (10,9 milhões), Colômbia (8 milhões) e ainda Etiópia, Honduras, Índia, México e outros países. Pode-se dizer que de cada três xícaras de café consumidas no mundo, uma é de origem brasileira. Em outras palavras, a produção de café no Brasil é responsável por cerca de um terço da mundial, o que faz do Brasil o maior produtor e exportador. O País é também o segundo maior consumidor, após os EUA. Grande parte desse desempenho produtivo pode ser atribuída aos esforços de dezenas de instituições de pesquisa, ensino e extensão reunidas no Consórcio Pesquisa Café - cujas pesquisas são coordenadas pela Embrapa Café. Desde sua criação, há quase 16 anos, o Consórcio tem mudado positivamente o cenário da cafeicultura nacional. Em 1997, quando foi criado o Consórcio, o Brasil possuía 2,3 milhões de hectares de área cultivada com uma produtividade de 12 sacas/hectare e produção de 27, 5 milhões de sacas. Em 2012, com praticamente a mesma área, o País saltou para 24 sacas/ha e a produção de 50,8 milhões de sacas, segundo dados oficiais da Companhia Nacional de Abastecimento Conab. As exportações brasileiras de café, em 2012, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé, geraram receita de US$ 6,4 bilhões, embora menor que a do ano anterior, que registrou recorde de US$ 8,7 bilhões em 2011, mantém o País como campeão mundial da exportação do produto. Para abordar questões relacionadas à exportação, a Embrapa Café entrevistou o diretor-geral do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil - Cecafé, Guilherme Braga. Embrapa Café - A que se deve essa queda do volume das exportações brasileiras e quais os principais entraves para o aumento das exportações de café? E para 2013, quais são as expectativas? Guilherme Braga - A perda de volumes em 2012 - no total de 5,2 milhões de sacas, ou seja, 33,508 milhões em 2011 contra 28,281 milhões de sacas em 2012 - se deve a um conjunto de fatores. De um lado, menor volume de estoques de passagem, agravado pelo enorme atraso no fluxo de colheita, preparo e ingresso no mercado por conta das chuvas de junho e julho, gerando uma baixa disponibilidade nos meses iniciais da safra. De outro, perda de competitividade pela baixa no mercado internacional. Paradoxalmente, a forte contração da oferta brasileira, localizada mais no café arábica, com redução de 3,7 milhões de sacas em 2012, não teve qualquer efeito sobre os preços externos, ensinando, mais uma vez, que a redução da oferta brasileira não necessariamente se reflete em alta dos preços. Dessa vez, a menor exportação de café arábica coincidiu com a sua substituição pelo robusta. Assim, os preços externos da variedade mostraram quedas que transmitiram igual tendência aos preços internos e, na ausência de uma política de financiamentos eficaz para a comercialização da safra, a iliquidez do mercado interno realimentou as pressões de baixa, pelo efeito circular que exerce. Para 2013, estima-se que os volumes de exportação devem se recuperar, com aumentos já no primeiro semestre, e retornar a montantes próximos de 32 milhões de sacas no ano de 2013, permitindo a reconsolidação da nossa participação de mercado. EC - Dos países que mais importam café no mundo, quais estão aumentando o percentual de participação e quais são mercados potenciais? E as principais características desses mercados? GB - Os grandes consumidores mundiais de café, no grupo de importadores, estão representados por países da União Européia, Estados Unidos e Japão, justamente os mais atingidos pela crise econômica de 2008 e anos seguintes. Nesses países, o consumo de café se caracteriza pela estabilidade e pequenos avanços, com alguns casos de pequenos recuos caso do Japão e Grécia. No conjunto, estima-se que o crescimento nos anos recentes ficou abaixo de 1% a.a., tendo se observado, nos primeiros momentos da crise, uma mudança nas faixas de consumo, com a substituição do consumo de rua, mais caro, pelo dos domicílios. Isso afetou o volume global dos cafés especiais, que recuou nos últimos anos. No entanto, a partir de 2011, são visíveis sinais que indicam a retomada da demanda dos cafés especiais. Em relação ao mercado em geral, destacam-se os países emergentes (Rússia, Ucrânia, Polônia e outros), do lado importador. Nos países produtores, os resultados de expansão do consumo são mais exuberantes pelas altas observadas na Ásia, principalmente na Índia, e no Brasil e Colômbia. EC - A propósito, qual a participação dos cafés especiais na pauta de exportação? GB - O mercado dos especiais nos países importadores é estimado entre 8% a 12% do total, com crescimentos ao redor de 2% ao ano, o que mostra que ainda é um nicho e o ritmo de crescimento, relativo e absoluto, menor do que em períodos anteriores, de normalidade. Em grande parte, isso se deve à forte substituição de café arábica por café robusta, observada em 2012, não só nos países importadores como também nos produtores, motivada pelos diferenciais de preços entre essas qualidades. No Brasil, o segmento de cafés diferenciados representou cerca de 20% da receita de exportação, portanto, cerca de 1,3 bilhão de dólares, mostrando um recuo em relação a 2012, quando alcançou 24% da receita, por conta dos problemas causados pelas chuvas de junho/julho. EC - Poderia traçar o perfil do setor exportador no Brasil? GB - A característica principal do setor exportador de café é a sua desconcentração. Apesar de estar integrado, na safra 2011/2012, por 215 exportadores (empresas, cooperativas, produtores, pessoas físicas e jurídicas), as 50 maiores respondem por 90% da exportação. Difere, portanto, do cenário das demais commodities (soja, suco de laranja, carnes, algodão, etc), no qual o número de exportadores é em torno de oito conglomerados, com grande concentração. Oito empresas exportam acima de um milhão de sacas e o setor atinge 132 países, para os quais vendemos café. Levando em consideração que 58 países são produtores e o mundo possui 193 países, conclui-se que a presença do café brasileiro é bastante ampla. O comércio exportador utiliza largamente os instrumentos de mercado disponíveis, principalmente derivativos, que lhe permitem operar nos suprimentos de médio e longo prazo, condição que confere atuação comercial agressiva à exportação brasileira. EC - Qual a contribuição da pesquisa cafeeira para a consolidação dos mercados existentes e conquista de novos mercados? GB - Decisiva. É indiscutível que a atual cafeicultura brasileira, por conta da verdadeira revolução por que passou nos últimos 15 anos (principalmente desde a criação do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café) obteve avanços em genética, tecnologia de produção, qualidade e sustentabilidade. Hoje é a mais competitiva do mundo e a mais apta para atender as exigências de incremento da demanda. Em termos estruturais, avanços na área do preparo e processamento na fase pós-colheita são importantes para a disponibilização de cafés de qualidade e agregação de valor. EC - Quais as perspectivas de mercado no futuro para o café brasileiro e em que pesquisa e setores produtivo e exportador precisam incrementar esforços? GB - As perspectivas para o café brasileiro são bastante positivas. Cafeicultura moderna, produtiva, competitiva em termos de custos, que demonstra um dinamismo e forte capacidade de ajustamento às tendências e demandas do mercado. Esses são alguns fatores que dão sustentação à comercialização externa. A ampliação do nosso market share e a participação no incremento da demanda exigem necessariamente preservação da competitividade e manutenção da capacidade de atuar crescentemente nos segmentos/nichos de mercado que venham a se desenvolver (cafés diferenciados, especiais, orgânicos, descafeinados, sustentáveis e ainda outros). Enfim, o País tem de estar apto a fornecer o que o mercado venha a demandar. Nesse particular, ganha atenção o processo de substituição dos cafés da variedade arábica pelo café robusta, que vem se verificando no passado recente. Essa espécie de café caminha para representar entre 45% e 50% do mercado mundial. O Brasil, pelo grande uso da variedade robusta no suprimento à indústria de solúvel e ao consumo interno, é um exportador marginal dessa qualidade. EC - O Brasil terá condições de atender as exigências dos crescentes mercados nos próximos anos? Quais os principais desafios a serem enfrentados para manter o Brasil na vanguarda do comércio internacional de café? GB - Sem dúvida, as condições existentes e o grau de desenvolvimento tecnológico já alcançado respaldam tais expectativas. Existem, com certeza, inúmeros desafios a vencer. A permanência de um programa consistente de pesquisa que tenha como objetivos a elevação de produtividade com qualidade, manutenção dos investimentos, ampliação da extensão rural, sustentabilidade e certificação, entre outros. Emerge como questão fundamental a viabilização econômica das lavouras de montanhas e a otimização dos sistemas de mecanização e irrigação nas áreas planas. Além disso, os esforços atualmente para reforçar o novo conceito do café brasileiro, traduzido em produção de alta qualidade e dentro de condições de sustentabilidade, devem estar voltados para atingir o consumidor, que ganha cada vez mais força no mercado. Os vários cafés do Brasil - Devido à diversidade de regiões ocupadas pela cultura do café, o País produz tipos variados do produto, fato que possibilita atender às diferentes demandas mundiais, referentes ao paladar e até aos preços. Essa diversidade também permite o desenvolvimento dos mais variados blends, tendo como base o café de terreiro ou natural, o despolpado, o descascado, o de bebida suave, os ácidos, os encorpados, além de cafés aromáticos, especiais e de outras características.
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