sexta-feira, 8 de outubro de 2010

De quem é o direito?

No último mês algumas pessoas ligadas a um “Movimento” que não sei bem identificar sua origem porque já tem acento e, portanto não é pelo visto Sem Terra, invadiram uma agência de um banco em Itamaraju, extremo sul da Bahia, profetizando angariar uma dissolução de suas dívidas contraídas por financiamento fundiário ao qual tomaram para adquirir sua terra. O fato é que o contrato entre as partes estabelecido por meio de uma associação que os representa, joga a dívida para cima, ou seja, o valor total ficaria mais alto sendo honrado na coletividade como se propôs no ato da assinatura do contrato entre as partes. Mas a renegociação das dívidas propostas pelo governo federal perdoaria as dívidas daqueles que tivesse contraído dívida em torno de R$10 mil, o que rateado de um a um daria condições de os “sem terra”, agora com terra, de terem suas dívidas pagas, sem nunca terem que pagar aos cofres públicos o que devem. Parece justo isso com os outros agricultores familiares que tomaram um pouco mais de empréstimo na fonte, coisa de até R$20 mil?- Pois é, caros leitores, não sei; e deixo para que vós mesmos julgueis.
O fato é que em tempos de guerras políticas pelo pleito de quatro anos, qualquer barulho pode ser o som de um tambor insano atrás de votos de almas sem orientação. Como foi e continuará sendo.
Segundo informações desta mesma instituição bancária, invadida, a renegociação baseada na lei 12.249/210 dispõe do argumento que somente tem direito ao benefício aqueles cujos contratos rurais foram contratados até 15 de janeiro de 2001 e com o valor de até R$35 mil. Pela lei 12.249/210, podem ser beneficiados cerca de 570 mil clientes do BNB, entre mutuários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), micros, pequenos e médios produtores, bem como suas cooperativas e associações.

Para pleitear a liquidação de sua operação o mutuário deverá procurar sua agência de relacionamento no Banco afim e verificar a possibilidade de enquadramento na Lei 12.249/2010, que prevê a concessão de rebates que podem chegar a 85% do valor total da dívida, para efeito de liquidação.

Nos casos de remissão, tanto para operações do Pronaf B, de valor contratado até R$ 1 mil, quanto para clientes cuja dívida atualizada seja de até R$ 10 mil, o cliente receberá uma correspondência do Banco, não havendo necessidade de contato prévio.
Dito isto, sem mais delongas.
Ah, já me esquecendo de dizer. O poder público já se manifestou sobre o caso e informou que esta questão teria que ser resolvida pelo INCRA, mas virou um disse me disse e então, por enquanto foi anunciado que iria se fazer uma vistoria nas terras dessas pessoas que tomaram estes empréstimos, para ver se era legítimo o pedido de - extinguir para sempre a dívida destes lotes rurais. Então o capítulo desta história não acabou. Se segue no próximo ano, conforme o seguimento do processo destas vistorias e o veredicto final desta ação. Tenho dito.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Recessão nos EUA durou 18 meses, estabelece comitê

Período de declínio econômico foi o maior desde a II Guerra Mundial.

A recessão econômica nos Estados Unidos, resultante da crise financeira mundial, durou 18 meses, afirmou nesta segunda-feira (20) o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), órgão responsável por determinar oficialmente quando começam e terminam esses ciclos.

Segundo o grupo, a recessão, a mais longa da história do país desde a Segunda Guerra Mundial, teve início em dezembro de 2007 e encerrou-se em junho de 2009, superando os 16 meses de retração da economia dos EUA registrados em duas ocasiões – entre 1973 e 1975, e entre 1981 e 1982.

O NBER define recessão como “um período de atividade econômica decrescente espalhada pela economia, durando mais que alguns meses, normalmente visível no PIB real, emprego, produção industrial e vendas do varejo.

O entendimento do NBER é diferente do comumente adotado pelo mercado, que considera recessão uma queda no PIB em dois trimestres consecutivos. Essa lógica aponta o fim da recessão no terceiro trimestre de 2009, quando a economia teve expansão de 2,2%.

De acordo com o comitê, caso o Produto Interno Bruto (PIB) volte a encolher no futuro próximo, o fato será considerado como uma nova recessão.Do G1, em São Paulo

Economistas do mercado preveem mais inflação para 2010 e 2011

Previsão para IPCA de 2010 volta a subir e, para 2011, chega perto de 5%. Mercado financeiro eleva novamente estimativa para o PIB deste ano.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília


Os analistas do mercado financeiro voltaram a elevar, na última semana, a sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que passou de 4,97% para 5,01%, informou o Banco Central nesta segunda-feira (20) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Para 2011, a previsão do mercado avançou de 4,90% para 4,95%.

No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2010 e 2011, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Deste modo, pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Ambas as previsões (2010 e 2011) estão acima da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais estipulado pelo governo.

Juros
O mercado manteve a expectativa de que a taxa básica de juros da economia brasileira será mantida no atual patamar, de 10,75% ao ano, até o fim deste ano. No ano que vem, porém, a previsão dos economistas é de que, com a inflação em alta, o BC volte a elevar os juros. A expectativa do mercado financeiro é de que os juros subam para 11,75% ao ano até dezembro do próximo ano.

Crescimento econômico
Os economistas dos bancos subiram de novo, na última semana, a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que passou de 7,42% para 7,47%. Se confirmada, será a maior expansão desde 1986 (7,49%). Para 2011, a estimativa do mercado de crescimento da economia brasileira foi mantida em 4,5%.

A previsão do mercado financeiro para o PIB deste ano começou a subir, com mais intensidade, após o anúncio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o PIB do segundo trimestre deste ano avançou 1,2% na comparação com os três primeiros meses de 2010. No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 8,9%.

Taxa de câmbio
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2010 recuou de R$ 1,77 para R$ 1,75 por dólar. Para o fechamento de 2011, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio caiu de R$ 1,81 para R$ 1,80 por dólar.

Balança comercial
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2010 permaneceu em US$ 15 bilhões na semana passada.

Para 2011, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial subiu de US$ 9,56 bilhões para US$ 9,9 bilhões de superávit.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2010 foi mantida em US$ 30 bilhões. Para 2011, a projeção de entrada de investimentos no Brasil caiu de US$ 38,2 bilhões para US$ 38 bilhões.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Não largo essa canoa


Se a canoa não virar olê olê olá. Eu chego lá. Bem cantarolava a “Marcha do Remador” de Antônio Almeida quando comecei a ouvir os noticiários avisando sobre este tal incentivo que o governo ia ou vai dar aos pescadores na oferta de comprar dois ou três super barcos de pesca para eles. Era o que mais se lia nos jornais de Salvador há alguns dias. Entendam caros meus, que estes barcos são ou serão destinados a uma associação de pescadores aqui da Bahia que, por sua vez, estão acostumados a pescar todo o santo dia, indo e vindo enfrentando o alto mar com sua canoa, que graças a Deus, é responsável por trazer o pão de cada dia pra casa com a bênção da mãe do mar, a santa Yemanja.
O problema é que mesmo com essa boa vontade toda em financiar barcos para os pequenos pescadores da Bahia ou de qualquer lugar do Brasil, ainda haverá quem não saiba manusear o tão arrojado barco para pescar atum ou seja o que for. Veja isso meus amigos. Estes barcos exibem performance de alta tecnologia capazes de navegar em águas profundas e armazenar gamas de pescado. Mas mesmo assim, ainda há que se questionar se esta associação está preparada e recebeu incentivos ou orientações para custear a montagem de um local para armazenar este pescado quem vem fresquinho do mar em “grande” quantidade e assim fazer funcionar seu comércio. Sem perdas e danos. Se alguma ação eleitoreira, politiqueira ou sei lá mais o que queira, vale fazer negócio direito, especialmente com quem tem pinto para dar água em casa. E não mexe com pescador porque eles são protegidos por Yemanja e ela quando pega raiva de alguém. Sei não viu, já dizem por aqui os crentes nos orixás da Bahia e na África mãe. Isso é só um aviso.

No artigo anterior que escrevi aqui no Brincadeira tem Hora de título “Se tem maré, tem peixe”, há um trecho em que informa o seguinte: Na Bahia, pela primeira vez os pescadores terão à disposição equipamentos para a prática da pesca oceânica em grande escala ao longo do litoral baiano. Um acordo de cooperação técnica entre a Bahia Pesca – empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) – e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca vinculada à Presidência da República, (Seap), vai capacitar os pescadores das cooperativas de pesca de Camaçari, no Litoral Norte de Salvador, e Itacaré, no Sul do Estado, para operar embarcações oceânicas com capacidade acima de 35 toneladas de pescados. O acordo faz parte do Pro - Frota (Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional) programa que financia a aquisição de barcos pesqueiros para a pesca oceânica, para cooperativas de pescadores em todo o País.
(...) Também deverá ser assinado um convênio com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para a construção dos quatro barcos – dois para a Cooperativa de Pescadores de Camaçari e dois para a Cooperativa de Itacaré. A expectativa é que as embarcações sejam entregues dentro de um prazo de um ano e meio. Os barcos irão atender a aproximadamente 180 pescadores associados nas duas cooperativas.
O terminal Pesqueiro de Salvador deverá ter o Estudo de Viabilidade Econômica concluído ainda neste semestre, e em seguida o mesmo estudo será feito em Ilhéus. Logo após esses trabalhos serão apresentados os respectivos projetos executivos, com perspectivas que até o final do ano as obras comecem. As estimativas de custos são de aproximadamente R$ 15 milhões para as obras em Salvador, já inclusas no PAC (Programa de Aceleração do crescimento) e de aproximadamente R$ 6,5 milhões para o terminal de Ilhéus.
No Litoral Norte do Estado da Bahia, onde está inserido o município de Camaçari e outros cinco municípios, atualmente existem 87 embarcações motorizadas, com uma produção estimada anual de pescado de 592 toneladas. Já no Litoral Sul e Região do Baixo Sul, onde está o município de Itacaré, são 11 municípios, 672 barcos e uma produção anual estimada de 14.113 toneladas de pescados.
Para um dos representantes da Cooperativa de Pescadores de Itacaré, Agnaldo Green, trata-se de uma mudança de estrutura que em muito vai influenciar as atividades de pesca na Bahia. “O desafio é agora e estamos preparados para enfrentá-lo”, disse, referindo-se à capacitação dos pescadores para o uso de novas tecnologias.
Mesma avaliação teve o representante da Cooperativa de Pesca de Camaçari, Pedro de Assis, que destacou a luta dos pescadores para conseguirem se inserir nos projetos de modernização do setor pesqueiro feito pelo Governo Federal. “Em quatro anos nunca vimos tamanha boa vontade com, o setor pesqueiro. E isso vai influenciar as futuras gerações de pescadores”, disse.
Então, com tanta esperança e comemoração assim, vamos esperar que todos naveguem sobre o mar. Encham as redes sofisticadas de pescadas nobres e distribuam no mercado seu mais novo prato do dia. E agradem a rainha do mar, Odó Iyá yemanja pelos bons ventos que os trazem.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Estão abertas as inscrições para ensaios da safra 2010/2011

Estão abertas as inscrições para participação na Rede Nacional de Avaliação de Cultivares de Milho - Ensaio Nacional, Safra 2010/2011. O objetivo é avaliar, em rede de ensaios, cultivares de milho comerciais e em fase de pré-lançamento desenvolvidas tanto por instituições públicas como privadas.

A Rede de Ensaios Nacionais de Cultivares Milho, criada em 1962, tem sido coordenada pela Embrapa Milho e Sorgo, que recebe as sementes dos materiais previamente inscritos, monta/prepara os ensaios e distribui para os parceiros, de acordo com a disponibilidade de locais para implantação e regiões de interesse estratégico. Junto com os ensaios, são enviadas as instruções de montagem, acompanhamento e coleta de dados e de informações. A implantação/condução dos ensaios, no campo, é feita pelos parceiros da Rede, assim como a coleta e envio dos dados para a Embrapa Milho e Sorgo que, após processá-los, disponibiliza-os no site e em publicações apropriadas.
A avaliação de desempenho das cultivares de milho desenvolvidas pelos vários programas de pesquisa tem fornecido informações sobre médias de produtividade e outras características agronômicas, tais como: resistência ao acamamento e quebramento, sanidade de grãos/espigas, altura de plantas e ciclo. Esses dados são fundamentais para melhoristas, técnicos da extensão, produtores e empresas de sementes, que os utilizam na tomada de decisões referentes à viabilidade comercial das cultivares.
É importante considerar a elevada taxa de substituição de cultivares que ocorre ao longo do tempo. Dados dos Ensaios Nacionais, conduzidos pela Embrapa, mostram que em dois anos essa taxa é de praticamente 100%, o que evidencia o caráter dinâmico do melhoramento de milho e a importância desse tipo de avaliação para o agricultor brasileiro.
Para inscrição de materiais nos ensaios, podem participar quaisquer empresas ou instituições de pesquisa, públicas ou privadas, que desenvolvam programa próprio de melhoramento genético de milho.
Para condução de ensaios, podem se candidatar a participar quaisquer empresas ou instituições de ensino ou pesquisa, públicas ou privadas, que desenvolvam atividades na área agropecuária.
Para consultar o edital completo do Ensaio Nacional e fazer inscrições, acesse www.cnpms.embrapa.br/ensaio. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail ensaionacional@cnpms.embrapa.br ou pelo telefone (31)3027-1165.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O biobutanol gera potência 30% maior que a do etanol e é mais sustentável

Se você pensa que já viu de tudo na área de biocombustíveis, esqueça. A nova agora foi a descoberta feita por cientistas da universidade escocesa de Napier, em Edimburgo, que desenvolveram um novo biocombustível para automóveis que deve gerar 30% mais potência do que o etanol. O biobutanol é produzido à base da refinação dos resíduos procedentes da fabricação de uísque. Matin Tangney, um dos coordenadores da pesquisa, apresenta o biobutanol

No Brasil a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa)e as Universidades tem igualmente avançado nas pesquisas sobre biodiesel, e têm feito descobertas incríveis com oleaginosas dos biomas que cortam as regiões deste país. Como no Cerrado por exemplo onde se encontra o Pequi, e em casos coco babaçu, dendê, entre outros mais citados girassol, pinhão manso, mamona, gergelim etc.
Outra vantagem que os cientistas apontam em relação ao novo combustível é que, ao contrário do que ocorre com o etanol, os motores dos automóveis não precisam ser alterados para utilizar o biobutanol em lugar de derivados de petróleo. O biobutanol também pode ser utilizado para fabricar outros bioquímicos ecológicos, entre eles a acetona.
O novo combustível foi criado a partir dos dois principais subprodutos gerados na fabricação do uísque: o “pot ale”, líquido remanescente nos alambiques de cobre após a destilação; e os restos dos grãos utilizados, como a cevada.
"Algumas empresas energéticas estão cultivando plantações para gerar biocombustíveis, mas nós averiguamos os materiais de resíduo do uísque para desenvolvê-los", disse o diretor do centro de pesquisas sobre biocombustíveis da Universidade Napier, Matin Tangney. "É uma opção ainda mais compatível com a defesa do meio ambiente, e que aproveita uma das maiores indústrias escocesas”.
A indústria do uísque maltado produz anualmente 1,6 milhões de litros de “pot ale” e 187 mil toneladas de restos de cevada. Todo esse material poderia ser transformado em combustível, para ser utilizado puro ou em combinação com petróleo ou diesel, dizem os cientistas.

Fonte:Globo Rural Online com informações da Agência EFE

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Livro sobre planejamento ambiental do espaço rural em microbacias será lançado na Bienal de São Paulo

Uma boa dica pra você que quer saber mais sobre a hidrografia das microbacias no âmbito rural, do território brasileiro é se programar para ir a 21ª Bienal Internacional do livro de São Paulo, no próximo dia 15 de agosto, às 19h. Não estou de papo furado não. É verdade.
A Embrapa Meio Ambiente me encaminhou este material (neste caso, trata-se do lançamento de um livro) que disponibilizo no blog agora, sobre “Planejamento Ambiental do Espaço Rural com ênfase para Microbacias Hidrográficas”, e que eventualmente será lançado na Bienal.
Conforme divulgou a assessoria de comunicação da Embrapa, o livro é organizado pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP), e tem como editores técnicos os pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente Marco Antônio Ferreira Gomes e Maria Conceição Peres Young Pessoa, tem a participação do pesquisador Paulo Emílio Pereira de Albuquerque, do Núcleo de Água, Solo e Sustentabilidade Ambiental da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG).
Paulo Emílio é autor do capítulo 3, intitulado “Aspectos conceituais do uso eficiente da água na agricultura”. Segundo o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto, a obra é resultado de trabalho integrado de diversos especialistas de Unidades da pesquisa da Embrapa e de outras instituições do país e oferece subsídios para o entendimento teórico, procedimentos, práticas e técnicas utilizadas na atividade de planejamento ambiental do espaço rural.
Marco Gomes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e um dos editores técnicos, explica que o livro foi organizado em função da necessidade de divulgação de resultados de pesquisa de grande relevância na área ambiental, sobretudo na interface agricultura e meio ambiente, missão principal da Embrapa Meio Ambiente.
“Embora exista muito discurso nessa área, há pouca divulgação para o público em geral sobre os resultados efetivamente gerados bem como os reais benefícios para a sociedade”, acredita Gomes. “Nesse sentido, a importância do livro envolve vários aspectos, tais como o grande alcance do público externo, o conteúdo de grande relevância, fruto de resultados de trabalhos de pesquisa com foco agroambiental, sobretudo para os profissionais que atuam ou pretendem atuar nessa área e a orientação com proposta de solução de vários casos, considerando alguns cenários objetos de pesquisa, principalmente para dar subsídios aos legisladores ou tomadores de decisão nos âmbitos municipal, estadual e federal”, enfatiza o pesquisador.
Como o ambiente agrícola tem sido alvo de constantes questionamentos sobre os impactos ambientais negativos gerados, principalmente a partir do uso intensivo de agroquímicos e suas consequências ao meio ambiente, sobretudo para os recursos hídricos, o pesquisador acredita que essa publicação mostra ao leitor que existem diversas técnicas e procedimentos que podem contribuir, e muito, para a prevenção e mesmo redução dos passivos ambientais no ambiente agrícola e adjacências - misto de ambiente rural e urbano.
Assim, explica o pesquisador, a obra aborda, de forma sintetizada, alguns aspectos relacionados ao manejo dos recursos hídricos, uso de ferramentas de computação e adoção de práticas de educação ambiental, necessários aos procedimentos que buscam a sustentabilidade do meio rural, sobretudo dentro da visão de planejamento ambiental sustentável do espaço rural.
“Já a efetividade do planejamento ambiental depende do estabelecimento de uma escala de trabalho que viabilize o reconhecimento e a investigação integrada dos aspectos ambientais - econômicos, ecológicos e sociais, razão pela qual a escala da microbacia hidrográfica vem sendo a mais adotada”, diz Gomes.
“Assim, em escala de microbacia, pode-se desenvolver propostas de integração harmoniosa entre o desenvolvimento econômico local e a conservação e proteção do meio ambiente onde o processo de produção se realiza, fornecendo subsídios imprescindíveis à sustentabilidade ambiental da agropecuária brasileira”, conclui.
A publicação estará disponível para compra no estande de vendas na Bienal e no site da Livraria Embrapa. Acesse o site da Bienal: http://www.bienaldolivrosp.com.br/ .
Então, está aí a dica. Se puder passar por lá se sinta convidado.