quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Dividido, BC reduz juros para 7,25% ao ano no décimo corte consecutivo

O aumento recente da inflação não impediu o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de reduzir a taxa básica de juros da economia brasileira. Nesta quarta-feira (10), a autoridade monetária decidiu baixar a taxa básica da economia de 7,5% para 7,25% ao ano. Este foi o décimo corte consecutivo na Selic - que começou a recuar em agosto do ano passado. A decisão, entretanto, não foi unânime. Cinco diretores votaram pela redução dos juros, mas três integrantes do Copom, que foram voto vencido, queriam a manutenção da taxa básica em 7,5% ao ao. O presidente do BC, Alexandre Tombini, votou pelo corte, juntamente com os diretores Aldo Mendes (Política Monetária), Altamir Lopes (Administração), Luiz Awazu (Assuntos Internacionais e Regulação do Sistema Financeiro) e Luiz Feltrim (Relacionamento Institucional). Votaram pela manutenção o diretor Carlos Hamilton (Política Econômica), Anthero Meirelles (Fiscalização) e Sidnei Corrêa (Organização do Sistema Financeiro). saiba mais Veja a repercussão da decisão do Copom de baixar os juros para 7,25% Com a queda, foi "renovada" a mínima histórica – ou seja, os juros atingiram o menor patamar já registrado em toda a série histórica do Banco Central, que começa em 1986. Até o momento, a menor taxa apurada era justamente de 7,5% ao ano. Expectativas do mercado financeiro A redução dos juros não confirmou a aposta feita pela maior parte do mercado financeiro na semana passada, divulgada pelo BC na última segunda-feira (8), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. A maior parte dos analistas consultados previa manutenção dos juros em 7,5% ao ano nesta quarta-feira. Mesmo não sendo maioria na semana passada, quando foi feita a pesquisa do BC, boa parte dos economistas das instituições financeiras já acreditava que o BC reduziria os juros em 0,25 ponto percentual, de 7,5% para 7,25% ao ano, na reunião de hoje. Nos últimos dias, porém, cresceu o número de analistas aposta em um novo corte de juros. Isso aconteceu após o discurso do diretor de Assuntos Internacionais da autoridade monetária, Luiz Awazu, que traçou, na última semana, um cenário pessimista sobre as perspectivas de crescimento dos países desenvolvidos nos próximos anos, e depois de o FMI ter divulgado perspectivas de crescimento mais comedidas para a economia global. Segundo o economista Silvio Campos Neto, da Tendências Consultoria, a curva de juros [no mercado futuro] recuou nos últimos dias e estaria, inclusive, "precificando" [refletindo a aposta de instituições financeiras] um novo corte de juros por parte do Banco Central na reunião de hoje do Copom. Ao fim do encontro, o Copom divulgou a seguinte explicação: "Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear". Inflação X Crescimento O prosseguimento no processo de corte dos juros básicos da economia acontece apesar da alta recente da inflação. Em setembro, por exemplo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) somou 0,57% - o maior valor para o mês desde 2003. Na parcial de janeiro a setembro, o índice acumula alta de 3,77%, abaixo da variação de 4,97% no mesmo período do ano passado. Já em 12 meses, o IPCA tem alta de 5,28%, acima dos 5,24% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas de inflação, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para 2012, 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. No ano passado, o IPCA, ao somar 6,5%, ficou no teto do sistema de meta. Para o economista Sidnei Moura Nehme, da NGO Corretora, a manutenção do processo de corte dos juros na reunião de hoje demonstra que o BC está preocupado com o crescimento da economia brasileira, que, segundo a autoridade monetária, deverá ser de 1,6% neste ano - o menor desde 2009. Ao reduzir juros, a autoridade monetária estimula a atividade econômica. "Ante a intensificação da percepção de que 2013 poderá ser um ano adverso para as economias emergentes, face a não recuperação das economias ditas desenvolvidas, e pior, com os programas de incentivos à retomada promovidos por estes países, contrariamente ao ocorrido por ocasião dos programas anteriores, não vir estimulando a valorização dos preços da "commodities", é importante e relevante que o governo persista em estimular o investimento na economia brasileira", avaliou Nehme em comunicado. BC´s ao redor do mundo Além disso, segundo analistas, o BC brasileiro, em linha com a forma de operar de outras instituições ao redor do mundo, tem deixado um pouco de lado a chamada "atuação clássica" da política monetária, ou seja, com foco apenas na inflação, e se preocupado também com o crescimento da economia brasileira. Na última reunião do Copom, no fim de agosto, os juros caíram mesmo com a perspectiva de alta da inflação em 2012. Outros bancos centrais ao redor do mundo, como nos Estados Unidos, Europa e Japão, também têm demonstrado, com políticas de injeção de recursos nos mercados financeiros, uma preocupação menor com a inflação em busca de um crescimento mais alto do PIB e aumento do número de empregos. "O BC brasileiro está sim demonstrando um pouco mais de flexibilidade [com as metas de inflação]. Isso acontece em um momento de muita incerteza no cenário internacional, e com outros BC´s mais flexíveis. Mas a situação no Brasil, do ponto de vista de inflação, é pior. A gente deveria tornar essa flexibilidade 'temporária' e não em uma política de descumprimento de metas, o que passaria uma mensagem de leniência com a inflação", avaliou Silvio Campos Neto, da Tendências. Rendimento da poupança O corte dos juros básicos por parte do Banco Central reduz, novamente, a rentabilidade da poupança. Pelas novas regras definidas pelo governo, a poupança passou a ser atrelada aos juros básicos da economia, rendendo 70% da aplicação, mais a Taxa Referencial, quando a taxa básica estiver abaixo de 8,5% ao ano. Com juros em 7,25% ao ano, a poupança será remunerada em 5,07% ao ano mais TR, contra 5,25% ao ano (acrescida da TR) quando os juros estavam, por exemplo, em 7,5% ao ano. Antes da mudança das regras, a poupança rendia, pelo menos, 6,17% ao ano, mais TR. Na poupança, porém, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos. Os recursos podem ser sacados a qualquer momento.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Em crise, França compra briga com montadoras sul-coreanas

Ministro Montebourg acusou Hyundai e Kia de concorrência desleal (Foto: Reuters)
Amplos estandes de fundo branco, bem iluminados e cheios de carros com preços mais acessíveis já viraram marca registrada do grupo sul-coreano que carrega as marcas Hyundai e Kia. Seus destaques no Salão de Paris, que abriu no último sábado (29) para o público vai até o próximo dia 14, são o Hyundai i30 duas portas (sem previsão para o Brasil, por enquanto) e o Kia Carens. No entanto, eles passaram a ser coadjuvantes de uma briga entre o ministro francês da indústria, Arnaud Montebourg, e a montadora sul-coreana. Ministro Montebourg acusou Hyundai e Kia de concorrência desleal (Foto: Reuters) O governo francês acusou as duas marcas por dumping - concorrência desleal na venda por prática de preços bem abaixo do mercado. Isso porque em maio, passou a valer um acordo de livre comércio entre a Coreia do Sul e a França, assinado em 2011, que libera a entrada dos carros sul-coreanos sem taxação. No entanto, os carros que eles mais exportam para a França são compactos movidos a diesel, um segmento dominado pelas montadoras francesas. saiba mais Cobertura completa do Salão de Paris FOTOS: mais de 90 imagens do evento Em discurso durante a convenção anual do Partido Socialista Francês, Montebourg foi taxativo na acusação e pediu aos franceses para comprarem carros nacionais, além de defender que a União Europeia crie uma nova medida para proteger setores como o automobilístico. Dados da Associação Francesa de Montadoras (CCFA) apontam que a produção automobilística da França caiu 17% nos primeiros sete meses deste ano. Em relação ao mesmo período de 2011, as vendas da Hyundai cresceram 30%. Neste mesmo período, as vendas das francesas PSA Peugeot Citroën e Renault caíram 20% e 17%, respectivamente. O G1 questionou representantes do grupo PSA – que planeja demitir 8 mil funcionários em um plano de reestruturação – sobre o grau de ameaça das concorrentes sul-coreanas, mas eles se mostraram mais preocupados em resolver problemas internos de redução de custos e lançamento de novos produtos do que fomentar uma guerra contra os sul-coreanos. “É natural e importante que o governo defenda a indústria local. Mas a grande preocupação da França, que é uma preocupação na Europa em si, é a trabalhista. Isso é algo muito forte até como parte de nossa cultura”, afirma o italiano e diretor geral da marca Citroën no Brasil, Francesco Abbruzzesi. O executivo se refere tanto à tentativa de manter os empregos na Europa, quanto a exploração da mão de obra com baixos salários em países como Coreia do Sul, China e do Sudeste Asiático. Já o presidente do grupo PSA no Brasil e na América Latina, Carlos Gomes, ressalta que a França abriu as portas para a Coreia do Sul, mas o país não facilita a entrada de carros sul-coreanos. “A Europa está em crise, é natural que ela se proteja”, defende o executivo. O G1 procurou representantes de Hyunda e Kia no salão, mas nao achou quem comentasse o assunto. Bate-boca A briga por preços abaixo do mercado já extrapolou até em calorosas discussões entre as montadoras. Na última sexta-feira (29) o CEO do grupo italiano Fiat e o "chefão" do alemão Volkswagen, Martin Winterkorn, fizeram as pazes em público com um abraço no meio do Salão de Paris. A saia bem mais justa do que uma banderola do Greenpeace (levantada no meio da apresentação da VW) começou com um discurso do executivo italiano, no papel de presidente da Associação de Construtores Europeus de Automóveis, em julho. Marchionne reclamou da prática de preços da Volkswagen feita especialmente no compacto Up!, que adotou uma estratégia de grandes descontos por toda a Europa. Com isso, a montadora alemã teria criado um “clima frenético de mercado”, prejudicando todas as outras montadoras no continente, em crise econômica. Winterkorn, por sua vez, retrucou e disse que a Volkswagen estava preparada para deixar a associação, argumentando que Marchionne não era qualificado para liderar o grupo – a Fiat é pequena na Europa, tendo como principal mercado de vendas a Itália e o segundo, o Brasil. Mais do que depressa Marchionne convidou Winterkorn para uma conversa cara-a-cara bem no salão. O alemão foi. No fim, os dois executivos se encontraram, apertaram as mãos e se abraçaram, dizendo que a disputa havia sido resolvida. Afinal, “quem nunca?”, como diriam os brasileiros.(com informações G1)

Produção industrial cresce 1,5% em agosto, diz IBGE

A produção da indústria brasileira registrou alta de 1,5% em agosto, na comparação com o mês anterior, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta terça-feira (2). O crescimento de 1,5% em agosto é o maior desde maio de 2011, quando fora de 1,6%. Os três meses de taxas positivas, que acumularam alta de 2,3%, eliminam as perdas de 1,8% registradas nos meses de março, abril e maio. Na comparação com agosto de 2011, houve queda de 2% - a 12º taxa negativa seguida nesse tipo de análise. No ano, a taxa acumula recuo de 3,4% e, em 12 meses, queda de 2,9% - a mais intensa desde janeiro de 2010, quando chegou a -5%. Na análise por setores, a pesquisa mostra que 20 dos 27 ramos registraram aumento na produção, com destaque para o de veículos automotores, que subiu 3,3%, puxado pelo crescimento na produção de automóveis. Essa é a terceira alta positiva seguida. saiba mais CNI reduz projeção de expansão do PIB de 2,1% para 1,5% em 2012 Atividade da indústria paulista cai 0,3% em agosto, aponta Fiesp Produção aumenta mas indústria do Brasil ainda tem contração, indica PMI Apenas 33% da indústria prevê elevar investimento, diz FGV Também tiveram influência sobre o resultado de agosto as altas das produções dos setores de alimentos (2,1%), fumo (35,0%), refino de petróleo e produção de álcool (2,5%), outros produtos químicos (1,9%), farmacêutica (3,1%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (5,9%). Na contramão, entre os ramos que reduziram a produção está o de setores de máquinas e equipamentos (-2,6%). Na análise entre as categorias de uso, a de bens de consumo duráveis cresceu 2,6%, representando a maior alta no mês e acumulando alta de 9,4%. O segmento de bens intermediários cresceu 2,0% e o de bens de consumo semi e não duráveis, 1,2%. O setor produtor de bens de capital mostrou alta de 0,3% em agosto. Desempenho no ano No ano, a produção industrial mostrou taxas negativas em todas as categorias de uso, em 18 dos 27 ramos, em 48 dos 76 subsetores e em 57,5% dos 755 produtos pesquisados pelo IBGE. Entre os setores, o de veículos automotores, que mostrou queda de 16,3%, exerceu a maior influência negativa na formação do índice geral. Contribuições negativas vieram também de material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-16,9%), alimentos (-2,7%), metalurgia básica (-4,6%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-8,4%), máquinas e equipamentos (-3,1%), edição, impressão e reprodução de gravações (-5,5%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-11,1%), fumo (-16,6%), vestuário e acessórios (-11,5%) e borracha e plástico (-3,7%). Por outro lado, entre as nove atividades que aumentaram a produção, estão os setores de outros produtos químicos (4,5%), refino de petróleo e produção de álcool (4,1%) e outros equipamentos de transporte (7,2%). Sobre 2011 Em relação a agosto de 2011, a atividade fabril recuou em 16 dos 27 setores pesquisados, puxada por veículos automotores (-11,2%). Também exerceram influência negativa os setores de máquinas e equipamentos (-6,6%), edição, impressão e reprodução de gravações (-11,5%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-12,6%), metalurgia básica (-5,5%) e alimentos (-2,1%).
fonte G1

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Guido Mantega anuncia redução de taxas no Banco do Nordeste

Fortaleza (CE), 10 de setembro de 2012 - Na posse do novo presidente do Banco do Nordeste, Ary Joel, realizada na tarde desta quinta-feira, 6 de setembro, na sede da instituição no Passaré, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução de juros no BNB, notadamente aqueles praticados no âmbito do FNE, cuja menor taxa caiu de 3,75% para 3,50%; e do crédito para investimento, que passa a ser de 2,5% a.a. Ele também destacou o grande aumento no volume de crédito praticado pelo Banco, que foi multiplicado por mais de dez, de 2002 para cá. Segundo ele, este desempenho fez do BNB o 9º maior banco brasileiro em ativos. Guido Mantega ainda ressaltou a forte atuação do Banco do Nordeste no microcrédito, cujos programas Agroamigo e Crediamigo são reconhecidos internacionalmente. Ele também creditou ao BNB papel de grande importância na alavancagem das taxas de crescimento da Região, que têm sido superiores à média nacional nos últimos anos, e na redução da miséria absoluta. “O Nordeste já deixou o estigma da pobreza para trás. Hoje, é reconhecido pelo dinamismo de sua economia”, disse. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou a aprovação de recursos adicionais para o FNE, no montante de R$ 500 milhões, a título de crédito emergencial para as vítimas da estiagem. “Passamos por uma nova etapa nesta instituição, que é a cara e a marca da Região. Não se pode falar na história de desenvolvimento do Nordeste sem falar na história do Banco do Nordeste”, justificou. O governador do Ceará, Cid Gomes, lembrou que Ary Joel toma posse num cenário de crise econômica internacional, mas de importantes conquistas para a instituição. Neste sentido, ele citou a recente elevação do capital do Banco, a redução dos juros, ampliação do quadro de agências, e principalmente a financeirização do FDNE, que vai permitir a acumulação de R$ 30 bilhões nos próximos 10 anos. Ary Joel: “BNB deve aplicar R$ 1,8 bilhão por mês até o fim do ano” Para cumprir sua meta anual de aplicações, que é de R$ 22 bilhões, o Banco do Nordeste deve contratar R$ 1,8 bilhão por mês até o final do ano, para o qual restam apenas 74 dias úteis. “Este desafio será cumprido com a cooperação do corpo funcional, o ativo mais valioso da organização”, afirmou o novo presidente do Banco do Nordeste, Ary Joel, em seu discurso de posse, que aconteceu na manhã desta quinta-feira, 6 de setembro, na sede da instituição em Fortaleza. Prestigiaram a solenidade os ministros da Fazenda e da Integração Nacional, respectivamente Guido Mantega e Fernando Bezerra, o presidente do Conselho de Administração do BNB, Dyogo Oliveira, o governador do Ceará, Cid Gomes, além de senadores, deputados, ex-presidentes do BNB e representantes de instituições parceiras do desenvolvimento regional. “Tenho plena consciência das responsabilidades que ora assumo. Tenho a exata medida da importância da missão que me foi entregue, de conduzir uma empresa do porte e da magnitude do Banco do Nordeste. São 60 anos de história, no papel simultâneo de banco de desenvolvimento e banco comercial, com muitas realizações em diferentes campos de atividade”, afirmou Ary Joel. O presidente ressaltou que o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), principal fonte de recursos do BNB, já ultrapassou a marca de R$ 100 bilhões em valores contratados, desde sua criação em 1989 até junho deste ano. Somente no período de 1999 a 2009, as empresas financiadas pelo FNE geraram 40% a mais de empregos e 45% a mais de massa salarial do que as que não foram financiadas por ele. “A forte presença do BNB no financiamento à economia nordestina é bem ilustrada por sua participação relativa no mercado de crédito regional. Segundo o Banco Central, em 2011, respondeu por 65% do valor do financiamento dos investimentos industriais e 74% do valor do financiamento rural e agroindustrial, ou, ainda, 69% do financiamento total, excluído o financiamento imobiliário”, informou. Fonte: Ascom BNB

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Salvaguarda é a saída para indústria recuperar o fôlego

A indústria brasileira de vestuário está definitivamente em maus lençóis. Os altos custos de produção e a forte competitividade de produtos chineses estão comprometendo o desempenho do setor. Dados do IBGE apontam que até maio, o setor teve queda de 10,6% na produção, em comparação ao mesmo período de 2011. No semestre, a produção caiu 13,1%. Diante desse cenário nebuloso, no final de agosto, o setor entrou como pedido de salvaguarda junto ao Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). O documento solicita o bloqueio da entrada de 60 produtos de vestuário, que representam 82% de produtos de confecção importados. "Ainda não temos previsão de quando o assunto será avaliado pelo governo", explica Agnaldo Diniz Filho, presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Vestuário (Abit). Segundo dados da entidade, as importações de vestuários chineses cresceram 42% entre o ano passado e o primeiro semestre do ano. "Cada vez que um produto importado é adquirido, o impacto é sentido em todos os setores da cadeia, até nos produtores de algodão", explica Diniz. "Isso tem reflexos na geração de emprego e renda", diz. Apesar do momento complicado, Diniz explica que o câmbio favorável ao real e a desoneração da folha de pagamento deram um respiro ao setor, mas o suficiente. Para ele, a indústria brasileira precisa de melhores condições para voltar a crescer. "O custo de energia no Brasil ainda é quatro vezes mais caro do que na China", diz. FONTE: BRASIL ECONÔMICO

Ministro Mantega anuncia linha para bens de capital usados

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a criação de uma nova linha de financiamento para bens de capital usados. "Quando o cidadão quer comprar um caminhão novo, ele tem que vender um usado e necessita de uma linha para o comprador do usado", exemplificou. O ministro ressaltou, porém, que a medida não é válida apenas para caminhões usados, mas também para máquinas e ferramentas, tratores, carretas, aeronaves comerciais e cavalos mecânicos. A taxa que incidirá sobre esse crédito é a TJLP (5,5%) mais 1% e mais o risco da empresa que tomar o crédito. Mantega declarou também que outra linha, que está no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), é para o refinanciamento de bens de capital, que vale para empresas de máquinas, equipamentos, ônibus e caminhões. "Se houver inadimplência, o interessado obtém um novo crédito para pagar o antigo. Ele vai quitar esse financiamento e tem um refinanciamento. É como se fosse um aumento do prazo de pagamento", explicou. Apesar de estar no PSI, as taxas ainda não foram estipuladas. O BNDES dará os parâmetros, de acordo com seus programas operacionais, informou o ministro. FONTE: AGÊNCIA ESTADO

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Banco do Nordeste contratou 21,1% mais no primeiro semestre de 2012

Balanço semestral evidencia melhor distribuição de recursos
A quantidade de operações contratadas pelo Banco do Nordeste cresceu 21,1% no primeiro semestre de 2012, na comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram realizadas 1,8 milhão de operações de longo e curto prazos nos primeiros seis meses desse ano, contra 1,5 milhão no primeiro semestre de 2011. Divulgado nesta terça-feira, 21, com a publicação do Balanço Patrimonial da instituição, o resultado evidencia maior pulverização do crédito e incremento na quantidade de operações com micro e pequenos empreendedores. Como consequência da maior quantidade de empréstimos, o valor médio das operações passou de, aproximadamente, R$ 6 mil para R$ 5 mil. Em volume financeiro, as contratações globais do Banco, incluindo operações de mercado de capitais, somaram R$ 9,8 bilhões, contra R$ 9,5 bilhões do primeiro semestre de 2011. Microcrédito e MPE Maior responsável pela pulverização dos recursos emprestados do Banco do Nordeste, a área de microcrédito contratou R$ 2,4 bilhões no primeiro semestre de 2012, 47,4% a mais, na comparação semestral. O desempenho beneficiou microempreendedores urbanos e rurais, por meio dos respectivos programas Crediamigo e Agroamigo. Para Micro e Pequenas Empresas (MPE) o Banco disponibilizou o montante de R$ 1,7 bilhão, através de suas linhas de crédito de longo e curto prazos. Cerca de 16 mil clientes de MPEs foram atendidos com 45.913 operações em toda a área de atuação do Banco. Demonstrando a solidez da instituição, o Banco do Nordeste continua apresentando incremento nas suas captações, destacando nova emissão de Eurobonds, no valor de US$ 300 milhões, com prazo de sete anos e elevação de R$ 330 milhões na captação de depósitos. Estas captações refletiram no reforço da liquidez da instituição. O Banco do Nordeste apresentou lucro líquido de R$ 246 milhões no primeiro semestre de 2012. Esse resultado já representa aproximadamente 78% do resultado alcançado em todo o ano de 2011. Contratações na Bahia De janeiro a junho de 2012, o Banco contratou 242 mil operações de crédito na Bahia com o volume de R$ 1,97 bilhões, o que significa uma expansão de 16,6% em relação ao mesmo período de 2011 na quantidade de operações. Os financiamentos de longo prazo com recursos do Fundo Constitucional do Nordeste (FNE), no valor total de R$ 971,6 milhões, cresceram 3,5%. Outro crescimento importante foram as operações de microfinanças (Crediamigo) que cresceram 48,3% com aplicação de R$ 242,9 milhões. E cerca de R$ 126,25 milhões foram aplicados na agricultura familiar neste primeiro semestre, resultando num crescimento de 9,5% em relação ao primeiro semestre de 2011. Segundo o superintendente estadual da Bahia, Nilo Meira Filho, parte deste crescimento foi resultado do empenho do Banco do Nordeste e instituições parceiras na contratação do crédito emergencial para estiagem que oferece condições vantajosas para o agricultor e também para os comerciantes localizados nos municípios afetados. Para o superintendente, o setor industrial tem procurado mais o Banco do Nordeste como parceiro, resultando num crescimento de 45% na quantidade de operações na Bahia, “O resultado desta demanda foi a contratação de R$ 823,7 milhões somente no primeiro semestre.”, explica.