segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fome de desenvolvimento


Você tem fome de que?

As cidades que nascem com fome de desenvolvimento são quase sempre celeiro de campos cheios. Assim como Brasília poderia citar aqui milhares de cidades do território nacional que foram criadas com o intuito de dar certo, agregar valor a várias atividades econômicas, e ainda ser um bom lugar para se viver à medida que fosse crescendo. Belo Horizonte por sinal tem em sua história essa peculiaridade. O lendário curral Del rei. Tudo bem, mas vamos romper.
Citarei aqui Tocantins que cresceu bastante deu certo e várias vertentes despontaram no cenário como o agronegócio, engenharia entre outros. Há de se lembrar que Tocantins e circunvizinhos formam hoje com Luiz Eduardo Magalhães, cidade localizada no Oeste da Bahia, um dos maiores pólos de cultivo de grãos do Brasil.
Por outro lado, em Minas Gerais, muita coisa fluiu não só no eixo da pecuária, mineração, extração do ferro, ou na indústria que tem mantido saldos positivos nos últimos anos. Mesmo assim, a agricultura sempre presente continua a imperar nos coeficientes comuns na maioria das regiões mineiras. Os projetos de irrigação do Gorutuba, localizado em Janaúba, Pirapora e Jaíba, todos no Norte de Minas Gerais, por exemplo, ainda caminha “devagar” rumo a um caminho de sucesso (vale a ressalva), visto que, depois de mais de 25 anos de criação muito se investiu e pouco de gestão se impôs nas atividades exploradas, há de salientar. Hoje que a situação mudou e tinha que mudar. O modo de pensar dos produtores tanto quanto a chegada de novos investidores a estes locais têm alterado a paisagem dos campos daquela região. Bom para Minas. Bom para o Brasil. Ganhamos todos.
Aqui na Bahia um lugar que cresce e tem apenas 10 anos de idade é Luiz Eduardo Magalhães. Impressionante. E olha minha gente, é de se admirar o quanto esta cidade que já tem uma média de 66 mil habitantes, e, diga-se de passagem, todos misturados, mineiros, gaúchos, paranaenses, sul mato grossenses, paulistas, baianos, cariocas, e por aí vai; investem com coragem na produção de grãos. Arroz, milho, soja, algodão, gergelim, feijão alguns poucos gados, café (como não) e outros grãos que ainda não dei conta de contar são as pupilas do senhor reitor aqui do Nordeste.
Conforme informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o oeste baiano apresentou a maior safra de soja de sua história, batendo recordes de produção e produtividade. A produção do grão, pela primeira vez, alcançou a marca de três milhões de toneladas, registrando o volume recorde de 3.213 milhões de toneladas, 28% a mais do que a safra passada, que foi de 2,5 milhões de toneladas. O milho também bateu recordes, com a colheita de 1,4 milhão de toneladas nesta safra, 1,4% a mais que na anterior. Os números foram apurados pelo Conselho Técnico da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). As condições climáticas favoráveis contribuíram para o aumento da produção de soja do oeste da Bahia.

Outro destaque é a área plantada de soja na região oeste, que cresceu 6,8%, passando de 982 mil para 1,05 milhão de hectares. A produtividade do grão também apresentou aumento, saltando de 42,5 para 51 sacas de 60 quilos por hectare. O milho também teve produtividade maior, apesar da área plantada ter sido reduzida de 180 para 170 mil hectares.


É muita riqueza fixada em commodities que podem ganhar o mundo em outras formas. E é por isso que vale a pena dizer, ver e ouvir o entusiasmo dos produtores que almejam baseados em tecnologia, chegar com proeza e sorrateiros aos mercados das potências internacionais com nosso café gourmet totalmente produzido, e por fim embalado; todo certinho partindo daqui, das terras verdes amarelo à mesa de algum norte americano ou daquele senhor europeu que precisa muito de um café de verdade para curar o cansaço de tanto ter que contar notas verdes ou sei lá que cor que valha mais que o real.
Sentiu inveja?- Este é o “REAL” pecado capital. Então, coma com sustança, e nos dê bonança com sua comilança!

Valéria Esteves
Jornalista

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Inovações para afastar os pecados

Um mundo de informações e tecnologia a serviço da cafeicultura brasileira. Seja em Minas, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Bahia ou em qualquer lugar onde se queira plantar café e ganhar dinheiro, vale a pedida de investir para obter.
fotos Gabriel Salgado

Neste jogo de somas, multiplicações, divisores comuns que sempre são a crista da onda do empreendedorismo, o astuto é acompanhar o que de melhor tem disponível no mercado, seja na área de implementos agrícolas, como na pesquisa, onde você conhece qual o melhor fruto e onde encontrar o melhor. Além é claro, de obter informações de como encontrar postes que ensinem como combater as pragas sem prejudicar sua produção. E também o meio ambiente.
Todos querem passar a comercializar muito mais que commodities. Já temos potencial para compor muitos produtos em todas as fases de produção, como o caso do café, neste exemplo. Aprender sobre aroma, ter um paladar mais apurado, ter boas ideias na hora de julgar o melhor rótulo. Estar em dia com a cotação da bolsa de valores e o sobe e desce das exportações dos produtos,também é outro sinal de que você está no caminho para ensaiar sua entrada como competidor neste mercado. Isso porque, brincadeira tem hora.
O café tanto quanto o leite que foram e ainda conseguem ser protagonistas, não como outrora, de uma política de sustentabilidade entre dois estados brasileiros, hoje buscam novas estratégias para vencer outros tipos de quedas de braço. Não que a política não exista, e seria um mito dizer que não. É que a política do café com leite enfrenta os novos desígnios orquestrados pela natureza e que tudo tem haver com o que foi feito com o meio ambiente por nós homens, no passado e agora. Assumidas e mal assumidas nossas culpas, as geadas cada vez mais castigantes tem atingido cruelmente os cafezais da região sudeste; sem contar as enchentes que assolaram os quatro cantos do Brasil nos últimos meses, temporada que muita soja, feijão, arroz, legume, grãos e alimentos em geral se perderam afogados em nossos pecados contra a natureza.


O que podemos fazer então é aproveitar a tecnologia que está despontando e amadurecer, sair do status de primeiro país produtor de matéria prima e partir para o ataque. Ser polivalente em cuidar das condições do solo, do tempo, dos grãos, e das barreiras fitossanitárias, vilãs, na maioria das vezes, de nossa expansão tão almejada. Quem sabe nossos Governos Federal, estadual, municipal, cedam um pouco mais custeando as pesquisas das empresas de pesquisa com recursos de fundos perdido e não somente eles consigam mudar a realidade de um Brasil mais produtivo amanhã. Quem sabe.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Paulo Afonso em dia da agricultura familiar

Em Paulo Afonso, Norte da Bahia, o dia da Agricultura familiar, ocorrido na última semana, teve a presença até dos índios da tribo Atkum e uma apresentação com atores e atrizes locais interpretando a passagem da guerra de canudos no meio da arena do poliesportivo daquela cidade. Em pleno sertão baiano na ouve quem não aplaudisse apresentação tão bonita. E como eles mesmos diriam “êta povo bom arretado”.
O evento realizado pelo Banco do Nordeste, MDA, prefeitura de Paulo Afonso e outros, reuniu um público repleto de agricultores dispostos a lutar por seus direitos e ainda, receber incentivos bancários do Governo Federal por meio do banco do Nordeste para fazer a diferença na hora de plantar. Visto que, só é possível plantar e colher, se o trabalhador tiver como o fazer; de maneira que tem que investir inicialmente no preparo da terra, na compra de sementes, caso queira ampliar sua área entre outros fatores preponderantes que não na dependência apenas das doações de insumos e sementes advindas do Governo Federal. Caso específico da agricultura de subsistência.



O brado forte dos agricultores familiares é por respeito ao homem do campo, e principalmente mais condições de trabalho. Afirmaram que 80% dos alimentos produzidos no campo são advindos da agricultura familiar, e que o agricultor não é tratado como deve ser; nem recebe incentivo que o leve a ter uma maior renda em seu trabalho digno.
E viva a Agricultura Familiar!

domingo, 13 de junho de 2010

Tudo grandioso na agricultura de ouro do oeste baiano


E a arte de fotografar de meu Gabriel continua por esse nordeste afora. Em visitas a propriedades produtoras de grãos no oeste da Bahia, as novidades e implementações no uso da tecnologia de produção desta região pode-se ver que trabalho e maestria são ferramentas necessárias para o sucesso em qualquer empreendimento. Meu repórter fotográfico favorito pode registrar algumas imagens preciosas de como é bom ver a produção pujante nos terreiros de café de Luiz Eduardo Magalhães, onde até o grupo Barra da Saia virou estouro no gosto da miscelânea de baianos, mineiros, gaúchos, paranaenses e quem mais estiver voltado para o agronegócio brasileiro.O pincel que torneia os campos de fertilidade é também responsável por colocar à mesa o rebento que nos supre de energia. Nosso pão nosso de cada dia nos dai hoje.

Como são várias as insinuações das imagens nuas da audácia e ousadia de homens agroempreendedores em suas peripécias em plantar café, soja, feijão, milho, gergelim, arroz, algodão, e o que mais lhes aprouver de espaço para renovar o pasto, podemos ver e quase tatear como a agricultura é um fundamento da evolução dos seres vivos. Posso até concordar que há uma grande devastação e derrubada de matas para a expansão do agronegócio, mas é certo que a produção de alimentos é necessária e passível de aposta num país como o Brasil, que tem ainda, uma grande área própria para plantio esperando para ser trabalhada.


Nesta oportunidade vou evidenciar as imagens colhidas em Luiz Eduardo durante o Bahia Farm Show, (antigo Agrishow) evento que acontecesse há 10 anos, e que atrai milhares de pessoas durante cinco dias com o intuito certo de fazer negócios e trocar experiências. Momento também de difundir tecnologia com tudo que há de mais novo no mercado. Implementos agrícolas, e maquinário de última geração são um espetáculo à parte neste evento que reúne também bancos que investem no agronegócio. O volume aproximado de negociações equivale a R$ 200 milhões. Em 2009, foram movimentados cerca de R$ 209 milhões, conforme a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Teste de aroma e paladar do café tipo exportação do oeste baiano

video

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Novas reduções de alíquotas

Em dia com a isnformações que interessam a mim, e acredito que a você leitor, republico o boletim da resolução da CAMEX sobre as novas reduções de alíquotas. Confira abaixo:

RESOLUÇÃO No- 39, DE 2 DE JUNHO DE 2010

O CONSELHO DE MINISTROS DA CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR - CAMEX, conforme deliberado em reunião realizada no dia 26 de maio de 2010, com fundamento no inciso XIV do art. 2º do Decreto no 4.732, de 10 de junho de 2003, e tendo em vista o disposto nas Decisões nos 68/00, 21/02, 31/03, 38/05, 59/07 e 28/09, do Conselho do Mercado Comum - CMC, do MERCOSUL, resolve:
Art. 1o Na Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum, de que trata o Anexo II da Resolução CAMEX no 43, de 22 de dezembro de 2006:
I - ficam incluídos os códigos da Nomenclatura Comum do MERCOSUL - NCM a seguir discriminados, com as respectivas descrições e alíquotas:

NCM Descrição Alíquota (%)
1604.13.10 Sardinhas 32
2826.12.00 De alumínio 2
2933.71.00 6 -Hexanolactama (epsilon-caprolactama) 2
4810.13.90 Outros 14

Ex 001 - Papel cuchê com resistência a úmido 2
e solução alcalina, com revestimento aplicado
em apenas um dos lados (L1) e gramatura
entre 50 e 75 g/m², em bobinas com largura
mínima de 800 mm e máxima de 1200 mm,
metalizado ou não.

7612.90.19 Outros 2


II - fica excluído o código NCM 5303.10.10.
§ 1o A redução da alíquota do código NCM 4810.13.90, estabelecida no inciso I deste artigo, está limitada a uma quota de 4.500 (quatro mil e quinhentas) toneladas.
§ 2o A redução da alíquota do código NCM 7612.90.19, estabelecida no inciso I deste artigo, está limitada a uma quota de 815.000.000 (oitocentos e quinze milhões) de unidades.
Art. 2o No Anexo I da Resolução CAMEX no 43, de 22 de dezembro de 2006:
I - as alíquotas correspondentes aos códigos NCM mencionados no inciso I do art. 1o passam a ser assinaladas com o sinal gráfico "#".
II - a alíquota correspondente ao código NCM 5303.10.10, mencionado no inciso II do art. 1o, deixa de ser assinalada com o sinal gráfico "#".
Art. 3o A Secretaria de Comércio Exterior, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, poderá editar normas complementares, visando estabelecer os critérios de alocação das quotas mencionadas no art. 1º.
Art. 4o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Abimaq contesta importação de usados

imagem braskraft

As coisas não estão muito favoráveis para os que exportam seus produtos. Com a determinação do Governo Federal em acabar com a emissão de laudo técnico a confiabilidade de quem recebe o produto está sendo mais viril. O fato é que enquanto isso, a cada dia são maiores os atrasos nas negociações o que interfere na confiabilidade de todo o processo aduaneiro no Brasil, conforme vem defendendo o jornal Valor Econômico.
Acompanhe texto na íntegra

A Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) está questionando os dados do governo federal sobre a importação de máquinas e equipamentos usados. A entidade afirma ter detectado a partir de 2009, um súbito crescimento das queixas de empresas nacionais fabricantes de máquinas, que alegam estar perdendo espaço no mercado brasileiro para as importações de produtos usados.


Dados do Ministério do Desenvolvimento não indicam crescimento relevante da proporção entre as importações de máquinas e equipamentos usados e novos. Os números mostram que, de março de 2009 a abril de 2010, a participação das máquinas usadas no total importado pelo país (usadas e novas) foi de 1,16%. De março de 2008 a abril de 2009, a proporção foi de 0,83%. As importações de máquinas novas e usadas somaram US$ 22,2 bilhões entre março de 2009 e abril de 2010.


As importações de máquinas usadas são controladas pelo governo para evitar que o produto já usado no exterior seja comprado, por ser mais barato, no lugar de máquinas semelhantes fabricadas no Brasil, o que prejudicaria a indústria nacional. O controle tem por base uma série de normas do Ministério do Desenvolvimento, que foram alteradas nos primeiros meses de 2009. Logo em seguida à mudança, a Abimaq informou ter notado o aumento das reclamações dos fabricantes, que viram seus produtos trocados pelos usados importados. Para a Abimaq, as alterações nas normas flexibilizaram as exigências do governo e passaram a permitir que as máquinas usadas entrassem no país com mais facilidade.(com informações Valor Econômico)