sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Espumante e enfeites estão entre produtos com maior tributação no Natal; veja lista

A carga tributária dos produtos mais vendidos no Natal se mantém alta, porém estável em relação ao ano passado, segundo estudo divulgado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário). O consumidor paga, por exemplo, 48,02% em tributos pelos enfeites natalinos ou 59,49% a cada garrafa de espumante.
A carga tributária dos presentes também é elevada. No caso do iPod, 49,45% do preço do produto vem de tributação. Para televisores, a carga é de 44,94%; telefones celulares, 39,80%; laptops, 33,62%; microcomputadores (até R$ 3.000), 24,30%.
Consumidor paga 48,02% em tributos pelos enfeites natalinos
"Nesses produtos a quantidade de tributos federais é maior que a dos estaduais e municipais, mas o ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços], um tributo estadual, é um dos que mais incide sobre o valor final dos produtos, podendo alcançar uma alíquota de 25%", diz o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.
Segundo o levantamento do IBPT, os perfumes importados lideram o ranking em tributação, com 78,43%. "A tributação dos importados é maior, pois, além deles terem todos os tributos incidentes dos produtos nacionais, ainda estão embutidos o imposto de importação", afirma Olenike.

VEJA A CARGA TRIBUTÁRIA DOS PRODUTOS

Aparelho MP3 ou iPod: 49,45%
Árvore de Natal: 39,23%
Bacalhau importado: 43,78%
Biquíni: 33,44%
Bola de futebol: 46,49%
Bolsa de couro: 41,52%
Brinquedos: 39,70%
Cartão de Natal: 37,48%
CD: 37,88%
Chester/peru/pernil: 29,32%
Enfeites de Natal: 48,02%
Espumante: 59,49%
Frutas: 21,78%
Jogos eletrônicos: 72,18%
Joias: 50,44%
Laptop (acima de R$ 3.000): 33,62%
Livros: 15,52%
Micro computador (até R$ 3.000): 24,30%
Moto (acima de 250 CC): 64,65%
Moto (até 125 CC): 43,81%
Nozes: 36,45%
Óculos de sol: 44,18%
Panetone: 34,63%
Passagem aérea: 22,32%
Patins: 52,78%
Peixes: 34,48%
Perfume importado: 78,43%
Perfume nacional: 69,13%
Presépio: 35,93%
Roupas: 34,67%
Sapatos: 36,17%
Telefone celular: 39,80%
Televisor: 44,94%
Tênis importado: 58,59%
Veículo 1.0: 36,82%
Veículo 2.0: 41,12%
Vinho: 54,73%
Whisky: 61,22%-
fonte-Folha SP

Financiamento de veículos sem entrada terá restrição do BC

O consumidor terá, a partir de agora, mais dificuldade para comprar veículos sem entrada. Pelas normas anunciadas nesta sexta-feira pelo Banco Central, haverá restrições de recursos para financiamentos com prazo superior a 24 meses.

Mantega admite alta nos juros devido a medidas do BC
BC anuncia medidas para segurar crédito e tira R$ 61 bi da economia
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Pela nova regra, para não cair na restrição, os bancos deverão exigir uma entrada de pelo menos 20% nos financiamentos entre 24 e 36 meses para carros novos ou usados.

Nos parcelamentos entre 36 e 48 meses, a entrada sobe para 30%. Entre 48 e 60 meses, para 40%.

Todas as vendas de veículos com prazo superior a 60 meses terão restrição, independentemente da entrada.

Para restringir essas operações, o BC vai exigir que os bancos façam uma reserva de capital 50% maior para garantir esses empréstimos.

Hoje, para cada R$ 100 emprestados, o banco precisa ter uma reserva de R$ 11. Nos financiamentos que o BC classificou como de 'prazos muito longos ou garantias insuficientes', o valor da reserva sobe para R$ 16,50.

Isso significa que, se o banco fizer essas operações, terá menos recursos para emprestar.

Regra similar foi adotada para os empréstimos consignados acima de 36 meses e para o crédito pessoal ou aquisição de bens acima de 24 meses. Em todos os casos, os bancos poderão oferecer as operações se elevarem a reserva, mas isso encarece e desestimula o financiamento.

A medida vale somente para novos empréstimos, concedidos a partir da próxima segunda-feira (6).

Como o BC quer restringir apenas o crédito ao consumo, não haverá restrição de prazo para crédito imobiliário, rural ou aquisição de veículos de carga com capacidade de transporte acima de duas toneladas, como caminhões. O crédito a pessoas jurídicas também não foi afetado.

ANÚNCIO

O BC anunciou uma série de medidas para reduzir o ritmo de aumento do crédito e intensificar o processo de desaceleração da economia, a fim de evitar o aumento da inflação.

Haverá aumento do compulsório (dinheiro dos bancos que fica depositado no BC), para retirar R$ 61 bilhões da economia, restrição para empréstimos de longo prazo a pessoas físicas e retirada da ajuda do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para bancos de menor porte.

O depósito compulsório é um dos instrumentos que o Banco Central usa para controlar a quantidade de dinheiro que circula na economia. O mecanismo influencia o crédito disponível e as taxas de juros cobradas. A medida adotada neste momento pelo governo foi tomada para tentar conter a inflação.

O objetivo, de acordo com o presidente do BC, Henrique Meirelles, é restabelecer as condições do mercado de crédito no período pré-crise de 2008 e evitar a formação de bolhas.

Meirelles lembrou que, em março, um mês antes do início do último ciclo de aumento taxa básica de juros, o BC também havia anunciado medidas semelhantes para conter a expansão do crédito.

A afirmação aumenta as expectativas de que o BC voltará a aumentar a taxa básica de juros, hoje em 10,75% ao ano, na reunião da próxima semana ou em janeiro.

MEDIDAS

Além do aumento do compulsório sobre depósitos à vista e a prazo, as emissões de Letras Financeiras ficarão isentas de recolhimento compulsório (depósitos a prazo).

"Essa medida reduz a liquidez do mercado e inibe a formação de bolhas e a assunção de riscos que podem ser negativos para a saúde da economia no futuro. Elimina também o restante das medidas de liquidez introduzidas durante a crise", disse Meirelles.

Em relação ao crédito para pessoas físicas, os bancos terão de possuir uma reserva maior de capital para conceder empréstimos nas linhas: consignado (acima de 36 meses), veículos (acima de 24 meses, dependendo do valor da garantia) e outros financiamentos acima de 24 meses.

Financiamentos imobiliários, crédito rural e compra de veículos de carga (ônibus e caminhões) não serão atingidos pela medida.

"Operações com prazos muito longos e valor de garantia insuficiente passam a ser penalizadas com alocação maior de capital por parte das instituições financeiras", disse Meirelles.

Segundo ele, a tendência atual de alongamento de prazos pode levar a situações em que o bem dado em garantia já tenha perdido seu valor no final do financiamento.

INFLAÇÃO

Meirelles destacou que essa medida também tem implicações macroeconômicas, "com impacto no mercado de crédito e também via preços".

Ele afirmou que essas ações "macro-prudenciais" não substituem a política de regulação da taxa básica de juros, mas devem ser usadas de forma complementar pelo BC.

"É prudente não dissociar essas ações das de política monetária. São complementares e usadas em situações diferentes. Em março de 2010, o BC também elevou as alíquotas de compulsório e, em abril, adotou medidas de política monetária com o aumento da taxa Selic", disse o presidente do BC.(fonte Folha de São Paulo)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Guerra de braço entre EUA e China longe do fim

Parece mesmo que esta novela na questão de valorizar e desvalorizar sua moeda para ter poder de barganha e compensar as perdas financeiras, está longe do fim para os EUA e a China. Mesmo depois da reunião do G20 dar mostras de que os dois países teriam tentando uma conversa, ninguém parece querer ceder. O presidente Lula foi firme quanto à posição dos governistas, afirmando que tanto um país como o outro, tem que trabalhar em ter a moeda forte nas transações cambiais dentro de seu país. E que tentar estratégias que desestabilizam a economia de países emergentes é um comportamento sem escrúpulos, haja vista, que a economia dos mesmos sofre para manter-se livre da invasão de uma moeda barata, dando margens a futuros problemas.

Vasculhando as notícias veiculadas,li reportagem publicada pelo jornal Valor Econômico, dizendo que o clima de aversão ao risco no mercado internacional pressionou os preços do petróleo, que encerraram as operações em queda nesta terça-feira (16).
O contrato de WTI para dezembro terminou valendo US$ 82,34 o barril, com recuo de US$ 2,52, enquanto o de janeiro de 2011 fechou com queda de US$ 2,45, para US$ 82,84. Em Londres, o Brent de janeiro fechou a US$ 84,73, recuo de US$ 2,03, enquanto o barril para fevereiro de 2011 fechou com desvalorização de US$ 2,04, para US$ 84,93.
Os investidores se preocupam com um possível movimento de aperto monetário por parte da China, o que poderia conter o ritmo de crescimento econômico do país e, por consequência, limitaria a demanda pela commodity. Nesta terça, diante da elevação da inflação, o presidente do banco central do país afirmou que deve apertar o controle sobre a liquidez, manter um crescimento racional do crédito e prosseguir firmemente com a reforma do regime cambial.
Também influenciou as negociações a valorização do dólar frente às principais moedas do globo, o que desestimula a procura pelo petróleo nos mercados financeiros.
Como disse na abertura, outros capítulos serão vistos nos dias seguintes. Aguardem e verão.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Petrobrás inaugura centro de pesquisa

Petrobrás inaugura centro de pesquisa

Isso é desenvolvimento de qualidade, e tecnologia que possivelmente chegará de alguma forma ao alcance dos brasileiros.
Grande informação

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

De quem é o direito?

No último mês algumas pessoas ligadas a um “Movimento” que não sei bem identificar sua origem porque já tem acento e, portanto não é pelo visto Sem Terra, invadiram uma agência de um banco em Itamaraju, extremo sul da Bahia, profetizando angariar uma dissolução de suas dívidas contraídas por financiamento fundiário ao qual tomaram para adquirir sua terra. O fato é que o contrato entre as partes estabelecido por meio de uma associação que os representa, joga a dívida para cima, ou seja, o valor total ficaria mais alto sendo honrado na coletividade como se propôs no ato da assinatura do contrato entre as partes. Mas a renegociação das dívidas propostas pelo governo federal perdoaria as dívidas daqueles que tivesse contraído dívida em torno de R$10 mil, o que rateado de um a um daria condições de os “sem terra”, agora com terra, de terem suas dívidas pagas, sem nunca terem que pagar aos cofres públicos o que devem. Parece justo isso com os outros agricultores familiares que tomaram um pouco mais de empréstimo na fonte, coisa de até R$20 mil?- Pois é, caros leitores, não sei; e deixo para que vós mesmos julgueis.
O fato é que em tempos de guerras políticas pelo pleito de quatro anos, qualquer barulho pode ser o som de um tambor insano atrás de votos de almas sem orientação. Como foi e continuará sendo.
Segundo informações desta mesma instituição bancária, invadida, a renegociação baseada na lei 12.249/210 dispõe do argumento que somente tem direito ao benefício aqueles cujos contratos rurais foram contratados até 15 de janeiro de 2001 e com o valor de até R$35 mil. Pela lei 12.249/210, podem ser beneficiados cerca de 570 mil clientes do BNB, entre mutuários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), micros, pequenos e médios produtores, bem como suas cooperativas e associações.

Para pleitear a liquidação de sua operação o mutuário deverá procurar sua agência de relacionamento no Banco afim e verificar a possibilidade de enquadramento na Lei 12.249/2010, que prevê a concessão de rebates que podem chegar a 85% do valor total da dívida, para efeito de liquidação.

Nos casos de remissão, tanto para operações do Pronaf B, de valor contratado até R$ 1 mil, quanto para clientes cuja dívida atualizada seja de até R$ 10 mil, o cliente receberá uma correspondência do Banco, não havendo necessidade de contato prévio.
Dito isto, sem mais delongas.
Ah, já me esquecendo de dizer. O poder público já se manifestou sobre o caso e informou que esta questão teria que ser resolvida pelo INCRA, mas virou um disse me disse e então, por enquanto foi anunciado que iria se fazer uma vistoria nas terras dessas pessoas que tomaram estes empréstimos, para ver se era legítimo o pedido de - extinguir para sempre a dívida destes lotes rurais. Então o capítulo desta história não acabou. Se segue no próximo ano, conforme o seguimento do processo destas vistorias e o veredicto final desta ação. Tenho dito.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Recessão nos EUA durou 18 meses, estabelece comitê

Período de declínio econômico foi o maior desde a II Guerra Mundial.

A recessão econômica nos Estados Unidos, resultante da crise financeira mundial, durou 18 meses, afirmou nesta segunda-feira (20) o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos do Escritório Nacional de Pesquisa Econômica (NBER, na sigla em inglês), órgão responsável por determinar oficialmente quando começam e terminam esses ciclos.

Segundo o grupo, a recessão, a mais longa da história do país desde a Segunda Guerra Mundial, teve início em dezembro de 2007 e encerrou-se em junho de 2009, superando os 16 meses de retração da economia dos EUA registrados em duas ocasiões – entre 1973 e 1975, e entre 1981 e 1982.

O NBER define recessão como “um período de atividade econômica decrescente espalhada pela economia, durando mais que alguns meses, normalmente visível no PIB real, emprego, produção industrial e vendas do varejo.

O entendimento do NBER é diferente do comumente adotado pelo mercado, que considera recessão uma queda no PIB em dois trimestres consecutivos. Essa lógica aponta o fim da recessão no terceiro trimestre de 2009, quando a economia teve expansão de 2,2%.

De acordo com o comitê, caso o Produto Interno Bruto (PIB) volte a encolher no futuro próximo, o fato será considerado como uma nova recessão.Do G1, em São Paulo

Economistas do mercado preveem mais inflação para 2010 e 2011

Previsão para IPCA de 2010 volta a subir e, para 2011, chega perto de 5%. Mercado financeiro eleva novamente estimativa para o PIB deste ano.

Alexandro Martello
Do G1, em Brasília


Os analistas do mercado financeiro voltaram a elevar, na última semana, a sua estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano, que passou de 4,97% para 5,01%, informou o Banco Central nesta segunda-feira (20) por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. Para 2011, a previsão do mercado avançou de 4,90% para 4,95%.

No Brasil, vigora o sistema de metas de inflação, pelo qual o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Para 2010 e 2011, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

Deste modo, pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Ambas as previsões (2010 e 2011) estão acima da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais estipulado pelo governo.

Juros
O mercado manteve a expectativa de que a taxa básica de juros da economia brasileira será mantida no atual patamar, de 10,75% ao ano, até o fim deste ano. No ano que vem, porém, a previsão dos economistas é de que, com a inflação em alta, o BC volte a elevar os juros. A expectativa do mercado financeiro é de que os juros subam para 11,75% ao ano até dezembro do próximo ano.

Crescimento econômico
Os economistas dos bancos subiram de novo, na última semana, a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010, que passou de 7,42% para 7,47%. Se confirmada, será a maior expansão desde 1986 (7,49%). Para 2011, a estimativa do mercado de crescimento da economia brasileira foi mantida em 4,5%.

A previsão do mercado financeiro para o PIB deste ano começou a subir, com mais intensidade, após o anúncio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de que o PIB do segundo trimestre deste ano avançou 1,2% na comparação com os três primeiros meses de 2010. No acumulado do primeiro semestre, o crescimento foi de 8,9%.

Taxa de câmbio
Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2010 recuou de R$ 1,77 para R$ 1,75 por dólar. Para o fechamento de 2011, a previsão dos analistas para a taxa de câmbio caiu de R$ 1,81 para R$ 1,80 por dólar.

Balança comercial
A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2010 permaneceu em US$ 15 bilhões na semana passada.

Para 2011, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial subiu de US$ 9,56 bilhões para US$ 9,9 bilhões de superávit.

No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2010 foi mantida em US$ 30 bilhões. Para 2011, a projeção de entrada de investimentos no Brasil caiu de US$ 38,2 bilhões para US$ 38 bilhões.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Não largo essa canoa


Se a canoa não virar olê olê olá. Eu chego lá. Bem cantarolava a “Marcha do Remador” de Antônio Almeida quando comecei a ouvir os noticiários avisando sobre este tal incentivo que o governo ia ou vai dar aos pescadores na oferta de comprar dois ou três super barcos de pesca para eles. Era o que mais se lia nos jornais de Salvador há alguns dias. Entendam caros meus, que estes barcos são ou serão destinados a uma associação de pescadores aqui da Bahia que, por sua vez, estão acostumados a pescar todo o santo dia, indo e vindo enfrentando o alto mar com sua canoa, que graças a Deus, é responsável por trazer o pão de cada dia pra casa com a bênção da mãe do mar, a santa Yemanja.
O problema é que mesmo com essa boa vontade toda em financiar barcos para os pequenos pescadores da Bahia ou de qualquer lugar do Brasil, ainda haverá quem não saiba manusear o tão arrojado barco para pescar atum ou seja o que for. Veja isso meus amigos. Estes barcos exibem performance de alta tecnologia capazes de navegar em águas profundas e armazenar gamas de pescado. Mas mesmo assim, ainda há que se questionar se esta associação está preparada e recebeu incentivos ou orientações para custear a montagem de um local para armazenar este pescado quem vem fresquinho do mar em “grande” quantidade e assim fazer funcionar seu comércio. Sem perdas e danos. Se alguma ação eleitoreira, politiqueira ou sei lá mais o que queira, vale fazer negócio direito, especialmente com quem tem pinto para dar água em casa. E não mexe com pescador porque eles são protegidos por Yemanja e ela quando pega raiva de alguém. Sei não viu, já dizem por aqui os crentes nos orixás da Bahia e na África mãe. Isso é só um aviso.

No artigo anterior que escrevi aqui no Brincadeira tem Hora de título “Se tem maré, tem peixe”, há um trecho em que informa o seguinte: Na Bahia, pela primeira vez os pescadores terão à disposição equipamentos para a prática da pesca oceânica em grande escala ao longo do litoral baiano. Um acordo de cooperação técnica entre a Bahia Pesca – empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) – e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca vinculada à Presidência da República, (Seap), vai capacitar os pescadores das cooperativas de pesca de Camaçari, no Litoral Norte de Salvador, e Itacaré, no Sul do Estado, para operar embarcações oceânicas com capacidade acima de 35 toneladas de pescados. O acordo faz parte do Pro - Frota (Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional) programa que financia a aquisição de barcos pesqueiros para a pesca oceânica, para cooperativas de pescadores em todo o País.
(...) Também deverá ser assinado um convênio com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para a construção dos quatro barcos – dois para a Cooperativa de Pescadores de Camaçari e dois para a Cooperativa de Itacaré. A expectativa é que as embarcações sejam entregues dentro de um prazo de um ano e meio. Os barcos irão atender a aproximadamente 180 pescadores associados nas duas cooperativas.
O terminal Pesqueiro de Salvador deverá ter o Estudo de Viabilidade Econômica concluído ainda neste semestre, e em seguida o mesmo estudo será feito em Ilhéus. Logo após esses trabalhos serão apresentados os respectivos projetos executivos, com perspectivas que até o final do ano as obras comecem. As estimativas de custos são de aproximadamente R$ 15 milhões para as obras em Salvador, já inclusas no PAC (Programa de Aceleração do crescimento) e de aproximadamente R$ 6,5 milhões para o terminal de Ilhéus.
No Litoral Norte do Estado da Bahia, onde está inserido o município de Camaçari e outros cinco municípios, atualmente existem 87 embarcações motorizadas, com uma produção estimada anual de pescado de 592 toneladas. Já no Litoral Sul e Região do Baixo Sul, onde está o município de Itacaré, são 11 municípios, 672 barcos e uma produção anual estimada de 14.113 toneladas de pescados.
Para um dos representantes da Cooperativa de Pescadores de Itacaré, Agnaldo Green, trata-se de uma mudança de estrutura que em muito vai influenciar as atividades de pesca na Bahia. “O desafio é agora e estamos preparados para enfrentá-lo”, disse, referindo-se à capacitação dos pescadores para o uso de novas tecnologias.
Mesma avaliação teve o representante da Cooperativa de Pesca de Camaçari, Pedro de Assis, que destacou a luta dos pescadores para conseguirem se inserir nos projetos de modernização do setor pesqueiro feito pelo Governo Federal. “Em quatro anos nunca vimos tamanha boa vontade com, o setor pesqueiro. E isso vai influenciar as futuras gerações de pescadores”, disse.
Então, com tanta esperança e comemoração assim, vamos esperar que todos naveguem sobre o mar. Encham as redes sofisticadas de pescadas nobres e distribuam no mercado seu mais novo prato do dia. E agradem a rainha do mar, Odó Iyá yemanja pelos bons ventos que os trazem.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Estão abertas as inscrições para ensaios da safra 2010/2011

Estão abertas as inscrições para participação na Rede Nacional de Avaliação de Cultivares de Milho - Ensaio Nacional, Safra 2010/2011. O objetivo é avaliar, em rede de ensaios, cultivares de milho comerciais e em fase de pré-lançamento desenvolvidas tanto por instituições públicas como privadas.

A Rede de Ensaios Nacionais de Cultivares Milho, criada em 1962, tem sido coordenada pela Embrapa Milho e Sorgo, que recebe as sementes dos materiais previamente inscritos, monta/prepara os ensaios e distribui para os parceiros, de acordo com a disponibilidade de locais para implantação e regiões de interesse estratégico. Junto com os ensaios, são enviadas as instruções de montagem, acompanhamento e coleta de dados e de informações. A implantação/condução dos ensaios, no campo, é feita pelos parceiros da Rede, assim como a coleta e envio dos dados para a Embrapa Milho e Sorgo que, após processá-los, disponibiliza-os no site e em publicações apropriadas.
A avaliação de desempenho das cultivares de milho desenvolvidas pelos vários programas de pesquisa tem fornecido informações sobre médias de produtividade e outras características agronômicas, tais como: resistência ao acamamento e quebramento, sanidade de grãos/espigas, altura de plantas e ciclo. Esses dados são fundamentais para melhoristas, técnicos da extensão, produtores e empresas de sementes, que os utilizam na tomada de decisões referentes à viabilidade comercial das cultivares.
É importante considerar a elevada taxa de substituição de cultivares que ocorre ao longo do tempo. Dados dos Ensaios Nacionais, conduzidos pela Embrapa, mostram que em dois anos essa taxa é de praticamente 100%, o que evidencia o caráter dinâmico do melhoramento de milho e a importância desse tipo de avaliação para o agricultor brasileiro.
Para inscrição de materiais nos ensaios, podem participar quaisquer empresas ou instituições de pesquisa, públicas ou privadas, que desenvolvam programa próprio de melhoramento genético de milho.
Para condução de ensaios, podem se candidatar a participar quaisquer empresas ou instituições de ensino ou pesquisa, públicas ou privadas, que desenvolvam atividades na área agropecuária.
Para consultar o edital completo do Ensaio Nacional e fazer inscrições, acesse www.cnpms.embrapa.br/ensaio. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail ensaionacional@cnpms.embrapa.br ou pelo telefone (31)3027-1165.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O biobutanol gera potência 30% maior que a do etanol e é mais sustentável

Se você pensa que já viu de tudo na área de biocombustíveis, esqueça. A nova agora foi a descoberta feita por cientistas da universidade escocesa de Napier, em Edimburgo, que desenvolveram um novo biocombustível para automóveis que deve gerar 30% mais potência do que o etanol. O biobutanol é produzido à base da refinação dos resíduos procedentes da fabricação de uísque. Matin Tangney, um dos coordenadores da pesquisa, apresenta o biobutanol

No Brasil a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária(Embrapa)e as Universidades tem igualmente avançado nas pesquisas sobre biodiesel, e têm feito descobertas incríveis com oleaginosas dos biomas que cortam as regiões deste país. Como no Cerrado por exemplo onde se encontra o Pequi, e em casos coco babaçu, dendê, entre outros mais citados girassol, pinhão manso, mamona, gergelim etc.
Outra vantagem que os cientistas apontam em relação ao novo combustível é que, ao contrário do que ocorre com o etanol, os motores dos automóveis não precisam ser alterados para utilizar o biobutanol em lugar de derivados de petróleo. O biobutanol também pode ser utilizado para fabricar outros bioquímicos ecológicos, entre eles a acetona.
O novo combustível foi criado a partir dos dois principais subprodutos gerados na fabricação do uísque: o “pot ale”, líquido remanescente nos alambiques de cobre após a destilação; e os restos dos grãos utilizados, como a cevada.
"Algumas empresas energéticas estão cultivando plantações para gerar biocombustíveis, mas nós averiguamos os materiais de resíduo do uísque para desenvolvê-los", disse o diretor do centro de pesquisas sobre biocombustíveis da Universidade Napier, Matin Tangney. "É uma opção ainda mais compatível com a defesa do meio ambiente, e que aproveita uma das maiores indústrias escocesas”.
A indústria do uísque maltado produz anualmente 1,6 milhões de litros de “pot ale” e 187 mil toneladas de restos de cevada. Todo esse material poderia ser transformado em combustível, para ser utilizado puro ou em combinação com petróleo ou diesel, dizem os cientistas.

Fonte:Globo Rural Online com informações da Agência EFE

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Livro sobre planejamento ambiental do espaço rural em microbacias será lançado na Bienal de São Paulo

Uma boa dica pra você que quer saber mais sobre a hidrografia das microbacias no âmbito rural, do território brasileiro é se programar para ir a 21ª Bienal Internacional do livro de São Paulo, no próximo dia 15 de agosto, às 19h. Não estou de papo furado não. É verdade.
A Embrapa Meio Ambiente me encaminhou este material (neste caso, trata-se do lançamento de um livro) que disponibilizo no blog agora, sobre “Planejamento Ambiental do Espaço Rural com ênfase para Microbacias Hidrográficas”, e que eventualmente será lançado na Bienal.
Conforme divulgou a assessoria de comunicação da Embrapa, o livro é organizado pela Embrapa Meio Ambiente (Jaguariúna-SP), e tem como editores técnicos os pesquisadores da Embrapa Meio Ambiente Marco Antônio Ferreira Gomes e Maria Conceição Peres Young Pessoa, tem a participação do pesquisador Paulo Emílio Pereira de Albuquerque, do Núcleo de Água, Solo e Sustentabilidade Ambiental da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG).
Paulo Emílio é autor do capítulo 3, intitulado “Aspectos conceituais do uso eficiente da água na agricultura”. Segundo o chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, Celso Manzatto, a obra é resultado de trabalho integrado de diversos especialistas de Unidades da pesquisa da Embrapa e de outras instituições do país e oferece subsídios para o entendimento teórico, procedimentos, práticas e técnicas utilizadas na atividade de planejamento ambiental do espaço rural.
Marco Gomes, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente e um dos editores técnicos, explica que o livro foi organizado em função da necessidade de divulgação de resultados de pesquisa de grande relevância na área ambiental, sobretudo na interface agricultura e meio ambiente, missão principal da Embrapa Meio Ambiente.
“Embora exista muito discurso nessa área, há pouca divulgação para o público em geral sobre os resultados efetivamente gerados bem como os reais benefícios para a sociedade”, acredita Gomes. “Nesse sentido, a importância do livro envolve vários aspectos, tais como o grande alcance do público externo, o conteúdo de grande relevância, fruto de resultados de trabalhos de pesquisa com foco agroambiental, sobretudo para os profissionais que atuam ou pretendem atuar nessa área e a orientação com proposta de solução de vários casos, considerando alguns cenários objetos de pesquisa, principalmente para dar subsídios aos legisladores ou tomadores de decisão nos âmbitos municipal, estadual e federal”, enfatiza o pesquisador.
Como o ambiente agrícola tem sido alvo de constantes questionamentos sobre os impactos ambientais negativos gerados, principalmente a partir do uso intensivo de agroquímicos e suas consequências ao meio ambiente, sobretudo para os recursos hídricos, o pesquisador acredita que essa publicação mostra ao leitor que existem diversas técnicas e procedimentos que podem contribuir, e muito, para a prevenção e mesmo redução dos passivos ambientais no ambiente agrícola e adjacências - misto de ambiente rural e urbano.
Assim, explica o pesquisador, a obra aborda, de forma sintetizada, alguns aspectos relacionados ao manejo dos recursos hídricos, uso de ferramentas de computação e adoção de práticas de educação ambiental, necessários aos procedimentos que buscam a sustentabilidade do meio rural, sobretudo dentro da visão de planejamento ambiental sustentável do espaço rural.
“Já a efetividade do planejamento ambiental depende do estabelecimento de uma escala de trabalho que viabilize o reconhecimento e a investigação integrada dos aspectos ambientais - econômicos, ecológicos e sociais, razão pela qual a escala da microbacia hidrográfica vem sendo a mais adotada”, diz Gomes.
“Assim, em escala de microbacia, pode-se desenvolver propostas de integração harmoniosa entre o desenvolvimento econômico local e a conservação e proteção do meio ambiente onde o processo de produção se realiza, fornecendo subsídios imprescindíveis à sustentabilidade ambiental da agropecuária brasileira”, conclui.
A publicação estará disponível para compra no estande de vendas na Bienal e no site da Livraria Embrapa. Acesse o site da Bienal: http://www.bienaldolivrosp.com.br/ .
Então, está aí a dica. Se puder passar por lá se sinta convidado.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Publicação de pacote de benefícios fiscais é nova investida do Governo


imagem do estádio do Morumbi, que está fora da lista da FIFA a receber os jogos da Copa de 2014

Tem novidades anunciadas antes da copa chegar até nós minha gente. E olha que tem muita gente aflita com esta conversa de que nem o Morumbi,em SP, teve condições até agora de apresentar uma proposta que se preze para a CBF garantir que haja jogos por lá. O fato é que os govenos estaduais reclamaram reclamaram que não tinham dinheiro para tocar as obras é que agora chegou papai Noel antecipado. São os incentivos fiscais para ajudar também na construção destes estádios de futebol para atender a demanda da copa mundial de futebol que será no Brasil em 2014. Confira no texto abaixo.

Mais perto do céu para alguns e das arquibancadas firmes(tomara que sim)

Uma série de mudanças na área tributária foram publicadas pelo governo federal por meio da Medida Provisória (MP) nº 497. Entre as alterações, estão os incentivos que já haviam sido anunciados no pacote para beneficiar o setor exportador; a ampliação o regime de drawback; incentivos para a construção ou reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014; e a criação do Regime Especial de Tributação para Construção, Ampliação, Reforma ou Modernização de Estádios de Futebol (Recom). As informações são da DCI.
Relacionado ao pacote do setor exportador, foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva o fim do redutor que incide hoje sobre o Imposto de Importação de autopeças. Por isso, a MP determina que o atual redutor de 40% vai vigorar até 31 de julho de 2010. Ele passará para 30% em 30 de outubro deste ano, caindo para 20% em abril de 2011. Ele será totalmente eliminado a partir de 1º de maio de 2011.
A ampliação do regime de drawback, que limitava a isenção do Imposto de Importação, PIS/Cofins e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens que seriam produzidos no País e posteriormente exportados. A partir de agora, tanto a importação de matérias-primas quanto sua compra no mercado nacional (seja para produzir para vender no exterior seja para recompor estoques) não têm incidência de tributos federais.
O subsecretário de Aduana da Receita, Fausto Coutinho, exemplificou o novo modelo. A empresa produz sacos plásticos e fez um contrato de venda de mil produtos ao exterior. Para tanto, importou mil lotes de insumo utilizado na produção, com suspensão de imposto previsto no drawback. Mas no meio do caminho teve demanda interna e ele vendeu metade desses produtos. Para cumprir o contrato, porém, ele precisou comprar mais 500 lotes do insumo no mercado interno. Antes, tal situação geraria fiscalização da Receita e sanções, que levavam a disputas judiciais entre o Fisco e o contribuinte.
Coutinho ressaltou que a parcela que foi destinada ao mercado interno não contará com isenção de impostos.
Outro benefício são os incentivos para a construção ou reforma de estádios para a Copa do Mundo de 2014. O governo anunciou a criação do Recom. Por meio deste instrumento, as empresas que realizarem empreendimentos para o evento esportivo poderão comprar equipamentos, matérias-primas e serviços sem incidência de Imposto de Importação, PIS/Cofins e IPI.
"A medida traz um incentivo fiscal de R$ 35,07 milhões em 2010. Até o final das obras, a renúncia será de R$ 350 milhões", informou o subsecretário de Tributação da Receita Federal, Sandro Serpa.
A MP 497 atualiza ainda a legislação que regulamenta o alfandegamento em portos, aeroportos internacionais e portos secos. As normas válidas até então para as operações de recebimento, armazenamento e despacho de mercadorias eram de 1966. As regras também dizem respeito ao controle da chegada e saída de veículos e pessoas do País.
Entre as alterações, a MP incluiu a obrigatoriedade de vigilância eletrônica e disponibilização de sistemas com acesso remoto pela fiscalização. Também se tornou obrigatório o uso de aparelhos de inspeção não invasiva de cargas e veículos, como aparelhos de raios X. Os administradores das alfândegas terão dois anos para se adaptarem.


"Complementarmente, as normas de controle aduaneiro são atualizadas com objetivo de permitir que a fiscalização aduaneira seja mais eficiente", aponta a publicação no Diário Oficial da União.
A MP também afasta divergências interpretativas quanto à aplicabilidade do instituto da denúncia espontânea, através do qual o contribuinte pode apresentar-se ao Fisco espontaneamente e confessar seus débitos sem se sujeitar a penalidades, aplicável às multas impostas no Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob Controle Informatizado (RECOF) . Em 2008, as empresas beneficiárias do RECOF exportaram o valor de aproximadamente 13 bilhões de dólares. Em 2009, mesmo com a crise mundial, as exportações do RECOF representaram aproximadamente 8 bilhões de dólares.
A MP também atualiza o conceito das operações day trade - operações de compra e venda - para fins tributários.
"Não havia como fiscalizar as operações que são iniciadas em uma entidade e concluídas em outra. Só por fiscalização direta, posterior", alegou Serpa. Assim, para aumentar a arrecadação com Imposto de Renda sobre ganhos de capital da operação, a MP considera day trade "a operação ou a conjugação de operações iniciadas e encerradas em um mesmo dia, com o mesmo ativo, em uma mesma instituição intermediadora, em que a quantidade negociada tenha sido liquidada, total ou parcialmente", cita o Diário Oficial da União.
"Agora, vamos levar em conta corretora por corretora. A simplificação é o motivo", disse Serpa.
Outra medida que consta da MP 497 altera o regime de subvenção governamental para pesquisa científica. A iniciativa vai gerar uma renúncia fiscal neste ano de R$ 67,6 milhões.
A MP também modernizou a legislação de destinação de mercadorias abandonadas ou apreendidas pela Receita por contrabando ou descaminho. As novas regras simplificam o processo de liberação desses produtos para doação, leilão ou destruição.
Em uma única medida provisória publicada ontem no Diário Oficial da União, o governo federal anunciou uma série de incentivos fiscais e mudanças na legislação tributária que tem como objetivo incentivar os investimentos em obras para a Copa do Mundo de 2014 e na operação do trem de alta velocidade. Além disso, anunciou medidas que beneficiam os exportadores e as montadoras de veículos.
Entre as alterações, estão a ampliação do regime de drawback (importação de matéria-prima a ser usada em produtos a serem exportados), incentivos para a construção ou reforma de estádios para a Copa de 2014 e a criação do Regime Especial de Tributação para Construção, Ampliação, Reforma ou Modernização de Estádios de Futebol (Recom).
No drawback, havia limitação da isenção do Imposto de Importação, PIS/Cofins e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para bens que seriam produzidos no País e depois exportados.A partir de agora, tanto a importação de matérias-primas quanto sua compra no mercado brasileiro (seja para produzir e vender no exterior seja para recompor estoques) não tem incidência de tributos federais.
Outro benefício são os incentivos para construção ou reforma de estádios para a Copa de 2014. O governo anunciou a criação do Recom, pelo qual as empresas que realizarem empreendimentos para o Copa poderão comprar equipamentos, matérias-primas e serviços sem pagar Imposto de Importação, PIS/Cofins e IPI.
"A medida traz um incentivo fiscal de R$ 35,07 milhões em 2010. Até o final das obras, a renúncia será de R$ 350 milhões", disse o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa. Outro benefício são os incentivos para construção ou reforma de estádios para a Copa de 2014. O governo anunciou a criação do Recom, pelo qual as empresas que realizarem empreendimentos para o Copa poderão comprar equipamentos, matérias-primas e serviços sem pagar Imposto de Importação, PIS/Cofins e IPI.
"A medida traz um incentivo fiscal de R$ 35,07 milhões em 2010. Até o final das obras, a renúncia será de R$ 350 milhões", disse o subsecretário de Tributação da Receita, Sandro Serpa.

Membros do Mercosul manterão impostos próprios às exportações

Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai poderão continuar fixando impostos sobre as exportações separadamente quando entrar em vigor o Código Aduaneiro, aprovado nesta semana pelos presidentes do Mercosul, disse nesta quinta-feira um alto funcionário do governo argentino.
Os chefes de Estado das nações que fazem parte do bloco aprovaram o código na recente reunião de cúpula realizada na província andina argentina de San Juan, após anos de discussões, e, agora, os Parlamentos de cada país deverão referendá-lo para entrar em vigor.
O Uruguai reclamava que os impostos às vendas externas deviam ser definidos dentro do bloco, mas, depois de difíceis negociações, os presidentes decidiram que o documento não contemplará esse ponto, como queria o governo argentino.
“Ficou fortalecida a posição da Argentina quanto à vigência e à manutenção dos direitos de exportação”, disse a jornalistas Ricardo Echegaray, chefe da Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip).
“O Código Aduaneiro do Mercosul contempla expressamente uma cláusula que diz que os direitos de exportação não são tratados no Código Aduaneiro do Mercosul, e, portanto, a legislação de cada um dos Estados membros resultará da aplicação no território aduaneiro que preexiste”, acrescentou.
“Isso tem permitido continuar sustentando a política fiscal que será aplicada neste governo e no próximo. Temos resguardado a renda fiscal neste aspecto”, afirmou Echegaray.
A Argentina aplica impostos às exportações de grãos, chamados de retenções, que constituem um pilar dos ingressos fiscais do país.

Fonte: O GLOBO

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Abertura de novela: Renascer (2)



O texto Renascer: nada de vassoura de bruxa começou seu enredo falando desta novela que marcou época na história das telenovelas. Foi o momento em que o cenário cacaueiro vivia seu momento de crise e era importante chamar atenção para isso. Vibramos com cada capítulo. E eu que sou mineira pude aprender como os baianos cultivam cacau e como a vassoura de bruxa assolou centenas de fazendas há mais de 20 anos. É muita história e que bom que uma telenovela retratou isso tão bem e fez com que milhões de brasileiros conhecessem um pouco do outro que fica logo ali, vizinho de Estado. Oh mundinho pequeno danado baianada.
Que este cenário da produção de cacau retorne a seus tempos áureos e nos faça potência neste seguimento novamente. Os portos aduaneiros e o mundo nos aguardam.

Renascer: nada de vassoura de bruxa

fotos são da chocolates Amma

Quem não se lembra dos pés de cacau mostrados na novela Renascer da rede Globo, em 1993, cenário de tórridos romances? Em meio aos cacaueiros recordo-me que a trilha sonora, que trazia a música Confins de Ivan Lins e Batacoto, os atores e o enredo me atraiam de tal maneira que meu pai mal me deixava terminar de ver as últimas cenas. Foi naquele tempo, caros meus, que soube pela primeira vez como era um cacau. só pela televisão é claro. Só vim conhecer de perto o fruto já em minha juventude. E confesso, pensei que ele fosse mais doce.
Mas voltando a falar das cenas de amor que norteavam a história, quem poderia imaginar que o patriarca coronel, José Inocêncio aos 50 anos iria roubar a namoradinha de seu próprio filho, João Pedro, e levá-la para as ruas de cacau para compensar a viuvez perdida. Acho que era tanta doçura que o sexo não apimentava o clima, adocicava graças à textura do fruto que dá cor e sabor ao chocolate. Deslizante, tentador e da cor do pecado pra quem entende de pecado, o que não era bem o meu caso naquela época, se tratando de uma menina que tinha apenas 10 anos de idade.
Via aqueles balaios cheios de cacau enquanto, as conversas que circulavam as casas dos senhores fazendeiros de Renascer, lá pelas bandas de Ilhéus, sul da Bahia, era a maldita vassoura de bruxa. A praga que não deixa dormir muita gente até hoje. Jorge Amado, oriundo daquelas redondezas, bem relatou em suas obras o gosto e a vida de pessoas colhendo cacau em Ilhéus e como era ser cacaueiro antes da vassoura de bruxa destruir impérios de baianos que ostentavam riquezas imensas. Pois é, mas nem todos estes ricos sobreviveram. Foram engolidos pela falência.
Há quem diga que essa vassoura de bruxa foi uma espécie de sabotagem de outros mercados que viram que o Brasil estava com força total nas exportações, visto que, só no sul da Bahia havia uma infraestrutura de ponta para exportação de cacau in natura, o que potencializava as comercializações do fruto de origem nacional no mundo. Com tanta pujança houve quem temesse tamanho crescimento. Hoje passados mais de 20 anos, o governo federal tem projetos de investimentos para revitalização da atividade, outrora tão promissora. Durante a crise, os cacauicultores que tomaram empréstimos do BNDES via Banco do Nordeste e Desenbahia, antigo Desenbanco na década de 80, sentindo-se prejudicados mobilizaram as lideranças políticas para responsabilizar a União por terem sido estimulados a plantar cacau numa época em que o Brasil era assolado por um problema fitossanitário, o que causaria a perda de mercado. E enfim, uma crise sem tamanho. E foi o que ocorreu.

Depois de muitos anos, e muitos juros correndo sobre as dívidas destes produtores, surge uma luz no fim do túnel. Eis que novamente essas lideranças que representam a classe se unem com os governos federal e estadual para formatar um projeto de lei que permite a renegociação de dívida contraídas anteriormente pelo BNDES que passarão a ser regidas pelo Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), do qual prevê juros menores para os produtores, e um novo prazo para a quitação das dívidas. Basta saber se há dinheiro em caixa, e se os produtores terão novas condições de obterem novas dívidas. Isso é um novo recomeço para quem ainda tem contas a pagar?
Pois é, dizem por aí que isso faz parte do tal do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) pra tudo, ou quase tudo. O governo federal tratou de inventar o PAC do cacau.
O presidente Lula e o governador da Bahia Jaques Wagner estão afoitos com o Plano de Desenvolvimento e Diversificação Agrícola na região Cacaueira. Em maio de 2008, quando do lançamento do programa, Lula chegou a dizer: “Vim à Bahia, uma terra extraordinária, para lançar o plano que vai salvar a indústria de cacau e incrementar a produção. Devemos lembrar que essa região já foi muito rica, mas empobreceu com o tempo. Nossa meta é devolver aos produtores a fé de que o cacau é um fruto rentável e valioso”, afirmou Lula.

As metas do plano, que vai beneficiar 25 mil agricultores da região prevêem investimentos de R$ 2,2 bilhões até 2016 para revitalizar a lavoura cacaueira. O PAC do Cacau visa ainda incentivar a diversidade agrícola no sul do estado, estimulando o cultivo consorciado do cacau com outras culturas, como dendê e seringueira.
Segundo afirmou o governador da Bahia, com o aporte de recursos, apoio tecnológico e crédito, estima-se que será possível implantar 150 mil hectares de cacau com clones (mudas de alto rendimento e resistentes à praga da vassoura-de-bruxa) e adensamento da lavoura (aumento do número de plantas por hectare).
Quero fazer a ressalva de que não quero conhecer o cacau de ouro só em novelas ou em contos de fada de Jorge Amado ou de quem quer que seja se ainda houver. Temos potencial para produzir, e só precisamos de que de haja capital de giro, crédito, e pesquisa que garantam a estabilidade sanitária de nossas lavouras. Exportar chocolates finos que tenham 70% ou mais de cacau não é tarefa difícil de encontrar no Sul da Bahia, e de qualidade, enquanto os chocolates de grandes marcas levam apenas 30%ou menos. Lá em Ilhéus tem produtor que ainda produz o cacau verdadeiro para o mundo minha gente. Basta conferir.
Vasculhando a internet, encontrei uma matéria da revista Exame, em que o fazendeiro Diego Badaró, herdeiro da quinta geração de produtores de cacau, no sul da Bahia, conta que faz parte de um grupo de aproximadamente 100 produtores da região que estão se dedicando a esse tipo de cultivo de cacau fino. Uma parte deles fundou em 2004 uma entidade para representá-los, a Associação dos Profissionais de Cacau Fino e Especial, com sede em Ilhéus. Embora a matéria-prima premium represente apenas 0,2% da produção de cacau nacional, o volume de exportações desse tipo de fruto aumentou de 15 toneladas para 274 toneladas nos últimos quatro anos.
“Estamos bastante confiantes, pois o interesse lá fora é crescente”, diz o produtor João Tavares, que tem uma fazenda na região de Ilhéus e fornece amêndoas à chocolateria italiana Pierre Marcolini.
Na matéria os produtores apostam que a produção de cacau fino tem muito a dar, e que inclusive, apesar dos preconceitos que o fruto da Bahia sofre, pode-se quebrar as barreiras e competir de igual pra igual em qualquer território. Veja o trecho da Exame
Um dos desafios dos envolvidos no negócio é vencer o ceticismo de alguns especialistas em relação à qualidade dos grãos produzidos na Bahia. Há os que dizem que cacau fino, em sentido estrito, seria o produzido com a variedade criollo, presente em apenas 5% da produção mundial e típica de países como Venezuela e Colômbia. O cacau forastero, de sabor mais forte, a variedade predominante no sul da Bahia, é visto por esse grupo de connaîsseurs como de qualidade inferior. “Essa visão está equivocada”, afirma o produtor Guilherme Moura.
É hora de reaparecer. Renascer com tudo de bom que sabem fazer cacauicultores. E boa sorte na produção.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

É muita coisa da natureza!

Olha só esta melancia siamesa. É de arrepiar essa imagem. confiram.

Segundo informações colhidas no G1, o chinês Xiong Wei, de 25 anos, se surpreendeu ao colher "melancias siamesas" em sua propriedade em Wuhan (China). O agricultor disse que essa é a primeira vez que encontra uma melancia em um formato estranho em sua propriedade, segundo o jornal "Daily Telegraph". Segundo especialistas, o crescimento de "melancias siamesas" é bastante raro.

Se a maré deixar, tem peixe


O crivo de bons investimentos pode estar ligado à abertura de novos empreendimentos no ramo de pescado. Mas calma. Trata-se da abertura de novos frigoríficos, não de bovinos e sim de peixes. Em primeira instância quero defender, caros leitores, que a abertura ou o lançamento de uma pedra fundamental de um empreendimento, não quer dizer que ele vá necessariamente se concretizar. Tendo em vista que, é preciso contar com a vontade da maré, e saber especialmente, se ela está pra peixe.

Pesquisas revelam que, nos últimos três anos, a escolha pela carne de peixe cresceu 15%. De acordo com o professor Manuel Vazquez Vidal Junior, no curso Criação de Tilápias, elaborado pelo CPT - Centro de Produções Técnicas, “o Brasil ainda apresenta pequena produção de pescado, porém, é um país com grande potencial, em função das condições climáticas favoráveis e da abundância de recursos hídricos. O mercado consumidor está em expansão e isso permite que novos produtores possam ingressar na atividade sem interferir no preço da carne”. O brasileiro consome em média sete quilos de peixe por ano. O recomendado é 12 quilos por ano. O problema a ser enfrentado é o alto preço do produto.

Para o engenheiro de pesca Jackson Sousa Rosa a piscicultura está em franca pujança há algum tempo. E em 2007 aproximadamente, data de quando eu, Valéria Esteves, reportei pautas sobre o assunto no jornal O norte de Minas, Arranjos Produtivos Locais da Piscicultura já mudavam o cenário da região norte do estado de Minas Gerais. Com orientação e treinamento recebidos da Companhia de Desenvolvimento dos vales do São Francisco e Parnaíba - Codevasf, produtores aprenderam como ter outra atividade e incrementar sua renda com arranjos produtivos, no qual capacitaram muitas famílias e produtores ribeirinhos da região.

Parece que peixe agrada deuses e quase a todos os troianos, não é mesmo. O “quase” fica para a exceção daqueles que não gostam de peixe. Vamos combinar. Há quem não goste. Mas voltando ao assunto.

Plano Safra das águas

O governo federal lançou o plano "Safra das Águas". A proposta é estimular a produção do pescado brasileiro. O ministro da Pesca, Altemir Gregolim já havia dado detalhes do projeto em visita ao Estado de Mato Grosso do Sul, no último mês de junho. O volume de recursos disponível para financiamento é de R$ 1,5 bilhão. Foram criadas três linhas especificas para a região Centro Oeste.

O ministro Gregolim afirmou em MS que o plano de desenvolvimento da piscicultura daquele estado receberia um investimento da ordem de R$ 24 milhões a ser aplicados no setor. A criação de peixe da região Sul do Estado corresponde a 70% da produção de Mato Grosso do Sul. Já existe um frigorífico em Itaporã e o do município de Dourados deve ficar pronto até o fim do ano.

Um dos destaques das novas linhas de financiamento é o Projeto Revitaliza que pretende melhorar 10 mil embarcações para pesca de pequeno porte. O limite por beneficiário, nesse caso, é de R$ 130 mil, com juros de 2% ao ano e prazo de pagamento de até 10 anos, contando com 3 anos de carência.

A piscicultura está sendo pauta de vários seminários pelo Brasil e assunto de encontros dos zootecnistas do Norte de Minas, realizado na última semana em Montes Claros. A professora Priscila Vieira Rosa Logato, da UFLA falou sobre produção de tilápia, manejo e engorda em tanques rede.

Enfatizou que a busca pela qualidade na alimentação tem impulsionado a atividade. As classes A, B e C estão optando por peixe ao invés de carne vermelha ou até mesmo contrabalanceando a dieta alimentar para estar sempre em dia com a saúde do corpo e da mente. Para que uma criação tenha sucesso, os tanques devem ter a uma temperatura acima de 25 graus, o que naturalmente ocorre no Norte de Minas. Na estação de piscicultura de Janaúba, os tanques, e com certeza os engenheiros de pesca, é que promovem a vida que povoa os rios, lagos e barragens da região.

Nos últimos anos, a piscicultura em águas continentais brasileiras vem crescendo a uma taxa superior a 10% ao ano, sendo conveniente ressaltar o grande potencial de produção, favorecido pelas condições de qualidade da água e clima no Projeto Jaíba.

Na Bahia, por sua vez, pela primeira vez os pescadores terão à disposição equipamentos para a prática da pesca oceânica em grande escala ao longo do litoral baiano. Um acordo de cooperação técnica entre a Bahia Pesca – empresa vinculada à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) – e a Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca, vinculada à Presidência da República, (Seap), vai capacitar os pescadores das cooperativas de pesca de Camaçari, no Litoral Norte de Salvador, e Itacaré, no Sul do Estado, para operar embarcações oceânicas com capacidade acima de 35 toneladas de pescados.

O acordo faz parte do Pro - Frota (Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional) programa que financia a aquisição de barcos pesqueiros para a pesca oceânica, para cooperativas de pescadores em todo o País. O Pro - frota tem por objetivo Incentivar a formação de uma frota genuinamente brasileira; incrementar a produção nacional de pescado; recuperar recursos que estão em situação de sobre pesca ou colapso, promover a exploração da Zona Econômica Exclusiva e de águas internacionais e proporcionar a eficiência e sustentabilidade da frota pesqueira costeira, continental e oceânica.

Também deverá ser assinado um convênio com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para a construção dos quatro barcos – dois para a Cooperativa de Pescadores de Camaçari e dois para a Cooperativa de Itacaré. A expectativa é que as embarcações sejam entregues dentro de um prazo de um ano e meio. Os barcos irão atender a aproximadamente 180 pescadores associados nas duas cooperativas.

O terminal Pesqueiro de Salvador deverá ter o Estudo de Viabilidade Econômica concluído ainda neste semestre, e em seguida o mesmo estudo será feito em Ilhéus. Logo após esses trabalhos serão apresentados os respectivos projetos executivos, com perspectivas que até o final do ano as obras comecem. As estimativas de custos são de aproximadamente R$ 15 milhões para as obras em Salvador, já inclusas no PAC (Programa de Aceleração do crescimento) e de aproximadamente R$ 6,5 milhões para o terminal de Ilhéus.

No Litoral Norte do Estado da Bahia, onde está inserido o município de Camaçari e outros cinco municípios, atualmente existem 87 embarcações motorizadas, com uma produção estimada anual de pescado de 592 toneladas. Já no Litoral Sul e Região do Baixo Sul, onde está o município de Itacaré, são 11 municípios, 672 barcos e uma produção anual estimada de 14.113 toneladas de pescados.

Para um dos representantes da Cooperativa de Pescadores de Itacaré, Agnaldo Green, trata-se de uma mudança de estrutura que em muito vai influenciar as atividades de pesca na Bahia. “O desafio é agora e estamos preparados para enfrentá-lo”, disse, referindo-se à capacitação dos pescadores para o uso de novas tecnologias.

Mesma avaliação teve o representante da Cooperativa de Pesca de Camaçari, Pedro de Assis, que destacou a luta dos pescadores para conseguirem se inserir nos projetos de modernização do setor pesqueiro feito pelo Governo Federal. “Em quatro anos nunca vimos tamanha boa vontade com, o setor pesqueiro. E isso vai influenciar as futuras gerações de pescadores”, disse.

Olha o que a natureza faz


Ficamos nos perguntando o porque e como a natureza aparece com suas peripécias quando surge com essas novidades como esse tubérculo, ou, batata em formato de coração. Deve ser para nos mostrar que o nosso(coração) precisa ser adocicado diante das atrocidades que fazemos com o meio ambiente. Será?
Segundo informações do G1, este tubérculo foi colhido pelo agricultor Andreas Klein, em sua propriedade que fica na cidade de Wiesbaden,na Alemanha. (Foto: Fredrik von Erichsen/AFP).

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pesquisa do ETENE projeta aumento de 6,9% para o PIB do Nordeste em 2010

Trabalho indica bom desempenho da economia nordestina, com destaque para os estados do Ceará e Maranhão


O Banco do Nordeste, por meio do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), elaborou pesquisa sobre conjuntura econômica, que projeta aumento de 6,8% para o PIB do Brasil e de 6,9% para o do Nordeste, em 2010. O resultado do trabalho está à disposição dos interessados no site do BNB (www.bnb.gov.br), no caminho Etene-Publicações Editadas.
A pesquisa mensal baseia-se no panorama observado no primeiro quadrimestre, cujos indicadores apontam para um bom desempenho da economia nordestina, com destaque para os estados do Ceará e Maranhão. No período, o nível do crescimento regional superou a média nacional, exceto no caso da produção industrial e de grãos. Entre janeiro e abril, por exemplo, as exportações regionais atingiram US$ 5,3 bilhões, com incremento de 57% sobre o mesmo período de 2009, o dobro da média nacional. Já as importações alcançaram US$ 5,2 bilhões, avanço de 41,8%.
Agricultura e indústria - A safra regional pode chegar a 12,6 milhões de toneladas, 7,6% a mais que a anterior, contra 8,7% previstos na safra nacional. A produção menor de alguns estados (PI, AL, PB, RN e PE), prejudicada pela escassez de chuvas, foi compensada pelo bom desempenho dos principais produtores de grãos da região: Bahia (+9,9%), Maranhão (+14%) e Ceará (+20%).
A expansão da indústria nordestina em abril, de 20,5% sobre igual mês de 2009, foi a maior desde maio de 1996. No acumulado do ano, o avanço foi de 13,7%, um pouco abaixo do agregado nacional (18%), sobressaindo-se os setores de metalurgia básica (29,1%), calçados e artigos de couro (23,5%) e refino de petróleo e álcool (21,6%).
Crédito e comércio - O volume de vendas do comércio varejista ampliado do Nordeste, no primeiro trimestre, cresceu dois pontos percentuais acima do país como um todo (17,5% contra 15,5%), reflexo das melhorias nos níveis de emprego, massa salarial, volume de crédito e na desoneração fiscal sobre vários produtos. Em termos espaciais, os melhores desempenhos ocorreram no Ceará (23%), Piauí (19,3%), Paraíba (18,6%) e Bahia (17,3%).
Quanto ao crédito, o volume de operações atingiu R$ 151,1 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 33,2% no trimestre, quase o dobro da expansão nacional (16,8%).
Já a arrecadação de tributos federais subiu 25,7% no quadrimestre, para R$ 12 bilhões. Em âmbito nacional aumentou 19,4% tomando como parâmetro o mesmo período de 2009. Por sua vez, a arrecadação do ICMS alcançou R$ 9,4 bilhões, 18,7% a mais sobre o primeiro trimestre de 2009 (17,2% em âmbito nacional).
Trabalho - Entre janeiro e abril, o mercado de trabalho formal se recuperou na região registrando saldo positivo de 30 mil novas oportunidades (admissões menos desligamentos). Vale lembrar no mesmo período, em 2009, haviam sido eliminados 105,8 mil postos de trabalho, em função da crise global. No mesmo intervalo, houve queda nas taxas de desocupação nas regiões metropolitanas de Salvador (1,2 ponto percentual) e Recife (1,5 p.p).

Avicultura é sensação de empreendedorismo na 28º EXPOBARREIRAS




Quem visitou a feira pode ainda apreciar a beleza do artesanato regional

Durante os dias 4 a 11 de julho, o oeste baiano foi novamente o centro das atenções coma realização da 28º EXPOBARREIRAS. Cerca de 200 expositores divulgaram seus produtos e serviços como, por exemplo, instituições financeiras, indústrias, concessionárias e revendedoras de máquinas e implementos agrícolas. Considerada a maior feira agropecuária do interior da Bahia, a EXPOBARREIRAS também contou com a realização de leilões de animais e exposição de produtos oriundos da agricultura familiar, movimentando negócios na ordem de R$ R$ 80 milhões. Desde sua 27º edição a Prefeitura de Barreiras tem dado atenção especial aos agricultores familiares de toda região, disponibilizando espaço para comercialização de seus produtos que, por sinal, bastante diversificada, variando desde a criação de pequenos animais a produção de hortaliças, legumes e o artesanato.
Artesãos do município de Barra, por exemplo, localizado às margens do Rio São Francisco, e considerado referência na produção de artesanato na Bahia, conquistando mercados no Brasil e fora do país devido a qualidade de seus trabalhos, puderam expor seus trabalhos primorosos feitos da cerâmica, couro e palha de buriti. Mil produtores da agricultura familiar puderam expor seus produtos nesta edição da exposição.

A avicultura, entretanto, foi o grande destaque da feira. Um acordo de parceria foi firmado entre o Banco do Nordeste e a Avícola Barreiras, conhecida por seu nome fantasia, Frango de Ouro, para o desenvolvimento da avicultura na zona rural do município. O acordo prevê o financiamento dos produtores por parte do BNB e o fornecimento de insumos, matéria prima e assistência técnica por parte da avícola, além da compra dos animais será garantida pela mesma. Para a expansão da avicultura estão previstas a construção de três módulos de produção aviária, totalmente automatizados, com capacidade para 25 mil aves, através dos recursos do fundo de aval do município. A prefeitura disponibilizará R$75 mil incorporados ao restante do financiamento do Banco do Nordeste para apoio aos produtores.

“Estamos aqui, juntando a força, a capacidade e as expertises de cada um. Com a assinatura desse acordo, damos o pontapé inicial para alavancar a avicultura do oeste baiano. Para nós do Banco do Nordeste, hoje é dia de uma imensa alegria”, declarou o superintendente estadual do BNB em exercício, João de Castro.

Nivaldo Evangelista Neves, Diretor da avícola, destacou: “este é o dia da realização de um sonho abraçado pelo Banco do Nordeste, Prefeitura de Barreiras e produtores da região, onde poderemos garantir o sucesso do nosso empreendimento através da sustentabilidade econômica dos próprios produtores do município”. Segundo Nivaldo, cem pequenos produtores já estão cadastrados para a produção de frangos de corte.

Na oportunidade também foi instalado a governança da avicultura empresarial, fruto do Programa Nordeste Territorial do BNB, que conta com a parceria da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), Universidade Estadual da Bahia (UNEB), Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Secretária de Desenvolvimento Econômico e Agronegócios de Barreiras e SEBRAE. A governança realizará reuniões bimestrais para discutir as dificuldades e apresentar soluções para o setor, com agenda de compromissos formalizada em todos os encontros.

O evento também contou com palestras sobre linhas de crédito, reflorestamento, associativismo e cooperativismo e destaque para as discussões sobre o planejamento para integração econômica da região do Vale do São Francisco com o Cerrado com foco na agricultura familiar e pecuária.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

“Negócios são negócios”

As voltas que o mundo dá


Usina experimental de Etanol autosustentável

Hoje vou falar de nossas parcerias. Destas que o nosso governo tem feito anos a fio com a saudosa hóspede da Copa do mundo de 2010, a África.
Não é de hoje que as parcerias entre Brasil & África acontecem. Sem querer lembrar, e já lembrando outrora quando os navios negreiros vinham apinhados de africanos para fazer de nossa terra o que ela é na atualidade, (mesmo sendo uma herança de uma parceria forçada) trazemos conosco aquele leve banzo de um justo caminhar de linguagem, e neste caso, politicamente abrasado, foi um dos pretextos para nos unir a quem quer inserir a língua portuguesa aos poucos ao seu convívio.
De viagem em viagem alguns punhados de ética e solidariedade se perdem ou se reconquistam rapidamente. Olha só o caso de Guiné Equatorial. Melhor pronunciar direito, já que aqui a parceria é num primeiro momento de apoio e unificação das Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), caros leitores. Não foi isso que declarou o governo brasileiro?
República Guiné Equatorial. Mais um país a que o Brasil quer expandir seu “mundo” de negócios, mesmo diante de uma nação cansada de autoritarismo, mas que almeja quem sabe, um novo alvorecer com a chegada de novos empreendimentos, formas novas de gerar riquezas a quem nunca teve alguma, senão a própria existência. Quem sabe! Isso não vale é claro para o mandatário mor de Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema, que é suspeito de enriquecer a custa de dinheiro do povo, mantendo-se no cargo de presidente daquele país há 31 anos. Barbaridade, mas isso é verdadeiro.

Tem passaporte livre. Pelo que tenho lido nas críticas na internet e nas outras mídias, notei que muitos especialistas apostam que o apoio do Brasil ao pleito da Guiné Equatorial de entrar como membro pleno para a CPLP tem a ver com o petróleo.
De acordo com Nsue Ondo, citado pela agência noticiosa angolana Angop, a entrada da Guiné Equatorial conduzirá ao ensino do português naquele país da África Ocidental, sensivelmente com o mesmo tamanho que a Guiné-Bissau, mas com uma exportação de petróleo por habitante semelhante à do Kuwait.
Enquanto isso, o ministro das Relações Internacionais Celso Amorim, foi curto e grosso. Como quem quer dar logo o recado e concluir; não interessa se o governo deste país escraviza as pessoas, queremos é fazer negócios. Olha só a fala real do ministro em resposta às críticas em relação a esta aproximação “negócios são negócios”.
Dizem que no amor e na guerra é válido o uso de todas as armas. E na política então, sem comentários. Piadas a parte, não posso deixar de elogiar algumas parcerias do Brasil com a África a que tenho o orgulho de noticiar, como bem fiz ainda em 2006, quando repórter no jornal O Norte de Minas onde publiquei a matéria “Epamig firma parceria enviando mudas de morangueiro para a Angola” http://www.onorte.net/noticias.php?id=3190.
Na época vários consultores estavam eufóricos no Norte de Minas porque haviam assinado junto ao governo de Angola um contrato que estabelecia que eles trabalhassem na recuperação da agricultura daquele país, castigado por tanto tempo pela guerra.
No caso desta matéria em especial, a Empresa de pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) havia desenvolvido mudas geneticamente apropriadas de morangueiros que se adaptariam com facilidade ao clima quente de Angola. Cerca de 30 mil mudas seguiram viagem.
Sem contar que em uma área empresarial no Projeto Jaíba, maior projeto de irrigação da América Latina, empresários estavam, ainda em 2007 a 2008, construindo uma usina auto suficiente que produzia biodiesel a partir do bagaço do pinhão manso, mamona e cana de açúcar, salvo engano. A novidade é que estavam construindo de maneira que aproveitasse as oleaginosas que se produzia ao redor da usina, num sentido de promover energia renovável para um país como Angola, que tem sede de mudança. Chega de guerra. Abaixo o autoritarismo. Ah! A usina que estavam construindo é compacta, como bem explicaram os empresários. Fácil de transportar pelo que entendi. É ou não uma parceria bacana.

terça-feira, 6 de julho de 2010

O grito da Argentina

O tango das importações que só crescem


Mal um grupo de ministros brasileiros deixou o solo Argentino e o Secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno começou a esbravejar. Tratou logo de se reunir com empresários para acertar de uma vez por todas, essa coisa preocupante de nome IMPORTAÇÕES, que só em maio, cresceu 72%, enquanto no mesmo comparativo as exportações subiram apenas 25%. É ou não, a hora de gritar. Basta Thê! Entonces, lá foi o secretário Moreno entrar em ação e dar a ordem. “Só pode importar quem exportar e em proporções iguais”. Se isso for uma ameaça caros leitores quem está ameaçado? Fica aqui a pergunta, diante de uma economia que se encontra de pernas bambas como a da Argentina, mas com um leve poder de barganha. A intenção da ordem é evitar a redução do superávit comercial e a consequente pressão sobre o câmbio.
"Devem exportar o mesmo valor que importam, caso contrário, não poderão importar", disse Moreno em algumas das reuniões que têm realizado com empresários, conforme relato de fontes ligadas à Câmara de Importadores (Cira). Não há uma norma que formalize as restrições às importações locais. Trata-se de um controle administrativo aplicado na aduana para que o produto não entre no país.
A advertência
Conforme informações da DCI, a advertência de Moreno ocorreu apenas um dia depois de participar da reunião entre os ministros brasileiros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com os ministros argentinos da Economia, Amado Boudou, e da Indústria, Débora Giorgi, na quinta-feira. Foi a primeira vez que o secretário participou de um encontro bilateral.
Moeda local
Os alimentos do Brasil vão poder entrar no país, mas os importadores vão ter de usar o Sistema de Moedas Locais, ou seja, pesos e reais, para o intercâmbio comercial. "Não querem [os funcionários] que o mercado de câmbio esteja inundado de dólares. Para nós, não há problema porque não muda nada realizar as operações em pesos, reais ou dólares", disse uma das fontes.
O setor de autopeças também recebeu a orientação de importar peças do Brasil usando o SML, criado em outubro de 2008 para eliminar o dólar das transações comerciais. Mas o Brasil não é o único a sofrer as barreiras. Tanto que o porta-voz da União Europeia, John Clancy, acusou a Argentina de aplicar medidas protecionistas e pediu que o governo "deixe imediatamente de bloquear" as importações europeias. "Estamos muito preocupados porque a situação atual está tendo um impacto negativo em algumas exportações de produtos comestíveis da União Europeia", disse Clancy às agências internacionais.
Ao que se passa esse tango ainda será dançado por muita gente. E como nem dólar nem euro estão com esta bola toda, entonces guarda-te Hermano. Vemos-nos no próximo capítulo.

sábado, 3 de julho de 2010

Feliz aniversário Montes Claros!

Hoje é seu dia Princesa


Ai como sinto saudades das festas de agosto, daqui a pouco vindouras nas terras de minha inesquecível Montes Claros. Terra de amor meu, que viu ouviu e viveu meu amor, e minha dor. Ai que saudade Montes Claros. Te conheci ainda nos meus áureos 14 aninhos, bem tímida. Menina da roça como diziam meus amigos. Cheguei me aportei e desde então, passei a fazer e me considerar uma montes clarense, já que dos 14 anos pra frente foram vividos e experimentados nos doces ares de Moc.

De tudo me lembro Montes Claros, dos bons passos que dei na vida, especialmente quando sai lá de minha pequena terra em Jaíba para outrora começar uma nova vida. Estudei, e como, trabalhei e conheci um amor que nem mineiro é, que coisa. Só Montes Claros pra me dar tantos presentes.
Em seu aniversário minha cara todo o meu respeito por este povo que nele me incluo, é sertanejo, norte mineiro de berço e de razão.
Que seus campos nunca parem de frutificar, nem as toadas dos catopês nunca parem de alegrar essa gente que faz a vida ser mais gostosa de apreciar.
Vou imitar o poeta que disse um dia e que vingou: Montes Claros, Montes Claros,

Terra de grande beleza
Começou no Arraial de Formigas,
Transformou numa linda princesa.
Quero viver muito para comemorar de onde estiver, em todo dia 03 de julho seu aniversário!

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Sem devaneios e de olho nas exportações de frutas

No embalado das crises, assim caminha a humanidade. Em 2008 nos Estados Unidos e em 2010 na Grécia prejudicando o bloco da União Européia, nosso fiel comprador de produtos in natura, está digamos que, "sufocado", mas, ao que tudo indica as exportações de frutas não se abalaram. Verdade ou mentira. Verdade e conseqüência podem ser verbetes apropriados a serem usados nestes meandros de picos altos em que o Brasil se apresenta sem grandes perdas na hora de bater o martelo e concluir sua remessa de ganhos na hora da soma nas exportações. O ano de 2008 foi o ano bom para as commodities, e péssimo para todos os outros negócios, afirmaram os especialistas. Pois bem, nem mesmo a crise que não tem deixado dormir a maior parte das lideranças do bloco que se diz a economia mais sólida do mundo, não agüentou a desordem da Grécia e começou a pedir socorro. Será que estaríamos aí com uma nova chance de vender mais commodities com em 2008, no auge da crise dos Estados Unidos?

Vale lembrar que de longe, como bem enfatizou o diretor do Departamento de Promoção Internacional do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Eduardo Sampaio, a UE é o maior cliente do Brasil quanto a comprar mais produtos. Em conversa com a reportagem do blog Brincadeira Tem Hora, Sampaio disse ainda, que a crise do bloco europeu em nada alterou as somas das exportações nacionais até o momento; visto que, de janeiro a maio deste ano, as mesmas alcançaram a marca de 9% sem registro de queda.
Os números apresentados pelo Ministério da Agricultura dão conta de que, as exportações de frutas para a União Européia variaram de 2007 a 2009 respectivamente, em aproximadamente R$183 milhões, R$209 milhões em 2008, ano da crise que afetou a economia mundial, e R$165 milhões no ano passado.

De acordo com Sampaio, as exportações brasileiras de frutas movimentam, hoje, cerca de R$ 1 bilhão por ano. “Mas, o país tem potencial para um faturamento muito maior, pois produz frutas de qualidade, principalmente, em áreas irrigadas de regiões de clima tropical como nos perímetros irrigados que tem muito a expandir no Norte de Minas, Ceará, Paraíba e outros,” defende.
Afirma que, atualmente, as frutas exportadas pelo país em maiores volumes são uva, manga, melão e limão. Mas, que existem condições favoráveis para a venda de outras frutas para o mercado externo, como é o caso da banana. Além disso, acrescenta: os empresários que exportam dizem que há novos mercados sinalizando positivamente em receber os frutos produzidos no Brasil, a exemplo de países como a Rússia e outros no Oriente Médio, mas devido a problemas com logística as negociações não fecham.
O Brasil também enfrenta algumas dificuldades em exportar para os EUA por causa das exigências fitossanitárias, muito embora alguns produtos sofram menos pressões com essas barreiras, o comércio está prejudicado; ainda é preciso estudar com os exportadores todas as informações necessárias. Tudo isso, para não faltar moeda de troca na hora de fazer negócio.
Um fato não muito animador foi saber que o Brasil participa muito pouco do mercado internacional de frutas. “O mercado mundial da banana movimenta cerca de US$ 10,5 bilhões por ano e o Brasil alcança somente 0,5% desse mercado. Já a venda da uva movimenta US$ 3,5 bilhões por ano no mundo, com uma participação brasileira de 3,5%”, observa Eduardo Sampaio.



Ele ressalta que, para exportar, os produtores deverão se organizar por intermédio de cooperativas ou consórcios. Assim, terão condições de negociar com os compradores, firmar contratos com outros países. Também deverão cuidar de outros aspectos como a logística parar levar as mercadorias até os portos ou aeroportos e cumprir prazos e garantir a entrega das quantidades previstas nos contratos.
Em contrapartida Sampaio revelou que a exportação de castanha de caju é a maior no ranking nacional e representou um total de R$ 232 milhões arrecadados com sua comercialização no ano passado.


Para finalizar Sampaio disse que se o exportador quiser crescer terá que sair da comodidade de comercializar apenas para o mercado interno, perder o medo e enfrentar o câmbio, apesar de ele está nesses últimos tempos com a cotação em baixa no mercado externo. Prejuízo acredita que o exportador não deva ter tido muito, porque senão teria ampliado seus horizontes e seguiria para a exportação com afinco.
“Tivemos uma redução na oferta de frutas no mercado externo, e, por conseguinte, a oferta de preço do mercado interno ficou mais interessante.
O segundo caso analisado pelo representante do Ministério da Agricultura é que em alguns casos o exportador não tem acesso a determinados mercados interessantes, caso dos EUA, por exemplo, por causa de certas imposições das barreiras fitossanitárias e problemas de logística, e enfim; problemas com a variação do câmbio também, finaliza.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Fome de desenvolvimento


Você tem fome de que?

As cidades que nascem com fome de desenvolvimento são quase sempre celeiro de campos cheios. Assim como Brasília poderia citar aqui milhares de cidades do território nacional que foram criadas com o intuito de dar certo, agregar valor a várias atividades econômicas, e ainda ser um bom lugar para se viver à medida que fosse crescendo. Belo Horizonte por sinal tem em sua história essa peculiaridade. O lendário curral Del rei. Tudo bem, mas vamos romper.
Citarei aqui Tocantins que cresceu bastante deu certo e várias vertentes despontaram no cenário como o agronegócio, engenharia entre outros. Há de se lembrar que Tocantins e circunvizinhos formam hoje com Luiz Eduardo Magalhães, cidade localizada no Oeste da Bahia, um dos maiores pólos de cultivo de grãos do Brasil.
Por outro lado, em Minas Gerais, muita coisa fluiu não só no eixo da pecuária, mineração, extração do ferro, ou na indústria que tem mantido saldos positivos nos últimos anos. Mesmo assim, a agricultura sempre presente continua a imperar nos coeficientes comuns na maioria das regiões mineiras. Os projetos de irrigação do Gorutuba, localizado em Janaúba, Pirapora e Jaíba, todos no Norte de Minas Gerais, por exemplo, ainda caminha “devagar” rumo a um caminho de sucesso (vale a ressalva), visto que, depois de mais de 25 anos de criação muito se investiu e pouco de gestão se impôs nas atividades exploradas, há de salientar. Hoje que a situação mudou e tinha que mudar. O modo de pensar dos produtores tanto quanto a chegada de novos investidores a estes locais têm alterado a paisagem dos campos daquela região. Bom para Minas. Bom para o Brasil. Ganhamos todos.
Aqui na Bahia um lugar que cresce e tem apenas 10 anos de idade é Luiz Eduardo Magalhães. Impressionante. E olha minha gente, é de se admirar o quanto esta cidade que já tem uma média de 66 mil habitantes, e, diga-se de passagem, todos misturados, mineiros, gaúchos, paranaenses, sul mato grossenses, paulistas, baianos, cariocas, e por aí vai; investem com coragem na produção de grãos. Arroz, milho, soja, algodão, gergelim, feijão alguns poucos gados, café (como não) e outros grãos que ainda não dei conta de contar são as pupilas do senhor reitor aqui do Nordeste.
Conforme informações divulgadas pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), o oeste baiano apresentou a maior safra de soja de sua história, batendo recordes de produção e produtividade. A produção do grão, pela primeira vez, alcançou a marca de três milhões de toneladas, registrando o volume recorde de 3.213 milhões de toneladas, 28% a mais do que a safra passada, que foi de 2,5 milhões de toneladas. O milho também bateu recordes, com a colheita de 1,4 milhão de toneladas nesta safra, 1,4% a mais que na anterior. Os números foram apurados pelo Conselho Técnico da Associação dos Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). As condições climáticas favoráveis contribuíram para o aumento da produção de soja do oeste da Bahia.

Outro destaque é a área plantada de soja na região oeste, que cresceu 6,8%, passando de 982 mil para 1,05 milhão de hectares. A produtividade do grão também apresentou aumento, saltando de 42,5 para 51 sacas de 60 quilos por hectare. O milho também teve produtividade maior, apesar da área plantada ter sido reduzida de 180 para 170 mil hectares.


É muita riqueza fixada em commodities que podem ganhar o mundo em outras formas. E é por isso que vale a pena dizer, ver e ouvir o entusiasmo dos produtores que almejam baseados em tecnologia, chegar com proeza e sorrateiros aos mercados das potências internacionais com nosso café gourmet totalmente produzido, e por fim embalado; todo certinho partindo daqui, das terras verdes amarelo à mesa de algum norte americano ou daquele senhor europeu que precisa muito de um café de verdade para curar o cansaço de tanto ter que contar notas verdes ou sei lá que cor que valha mais que o real.
Sentiu inveja?- Este é o “REAL” pecado capital. Então, coma com sustança, e nos dê bonança com sua comilança!

Valéria Esteves
Jornalista

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Inovações para afastar os pecados

Um mundo de informações e tecnologia a serviço da cafeicultura brasileira. Seja em Minas, São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Bahia ou em qualquer lugar onde se queira plantar café e ganhar dinheiro, vale a pedida de investir para obter.
fotos Gabriel Salgado

Neste jogo de somas, multiplicações, divisores comuns que sempre são a crista da onda do empreendedorismo, o astuto é acompanhar o que de melhor tem disponível no mercado, seja na área de implementos agrícolas, como na pesquisa, onde você conhece qual o melhor fruto e onde encontrar o melhor. Além é claro, de obter informações de como encontrar postes que ensinem como combater as pragas sem prejudicar sua produção. E também o meio ambiente.
Todos querem passar a comercializar muito mais que commodities. Já temos potencial para compor muitos produtos em todas as fases de produção, como o caso do café, neste exemplo. Aprender sobre aroma, ter um paladar mais apurado, ter boas ideias na hora de julgar o melhor rótulo. Estar em dia com a cotação da bolsa de valores e o sobe e desce das exportações dos produtos,também é outro sinal de que você está no caminho para ensaiar sua entrada como competidor neste mercado. Isso porque, brincadeira tem hora.
O café tanto quanto o leite que foram e ainda conseguem ser protagonistas, não como outrora, de uma política de sustentabilidade entre dois estados brasileiros, hoje buscam novas estratégias para vencer outros tipos de quedas de braço. Não que a política não exista, e seria um mito dizer que não. É que a política do café com leite enfrenta os novos desígnios orquestrados pela natureza e que tudo tem haver com o que foi feito com o meio ambiente por nós homens, no passado e agora. Assumidas e mal assumidas nossas culpas, as geadas cada vez mais castigantes tem atingido cruelmente os cafezais da região sudeste; sem contar as enchentes que assolaram os quatro cantos do Brasil nos últimos meses, temporada que muita soja, feijão, arroz, legume, grãos e alimentos em geral se perderam afogados em nossos pecados contra a natureza.


O que podemos fazer então é aproveitar a tecnologia que está despontando e amadurecer, sair do status de primeiro país produtor de matéria prima e partir para o ataque. Ser polivalente em cuidar das condições do solo, do tempo, dos grãos, e das barreiras fitossanitárias, vilãs, na maioria das vezes, de nossa expansão tão almejada. Quem sabe nossos Governos Federal, estadual, municipal, cedam um pouco mais custeando as pesquisas das empresas de pesquisa com recursos de fundos perdido e não somente eles consigam mudar a realidade de um Brasil mais produtivo amanhã. Quem sabe.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Paulo Afonso em dia da agricultura familiar

Em Paulo Afonso, Norte da Bahia, o dia da Agricultura familiar, ocorrido na última semana, teve a presença até dos índios da tribo Atkum e uma apresentação com atores e atrizes locais interpretando a passagem da guerra de canudos no meio da arena do poliesportivo daquela cidade. Em pleno sertão baiano na ouve quem não aplaudisse apresentação tão bonita. E como eles mesmos diriam “êta povo bom arretado”.
O evento realizado pelo Banco do Nordeste, MDA, prefeitura de Paulo Afonso e outros, reuniu um público repleto de agricultores dispostos a lutar por seus direitos e ainda, receber incentivos bancários do Governo Federal por meio do banco do Nordeste para fazer a diferença na hora de plantar. Visto que, só é possível plantar e colher, se o trabalhador tiver como o fazer; de maneira que tem que investir inicialmente no preparo da terra, na compra de sementes, caso queira ampliar sua área entre outros fatores preponderantes que não na dependência apenas das doações de insumos e sementes advindas do Governo Federal. Caso específico da agricultura de subsistência.



O brado forte dos agricultores familiares é por respeito ao homem do campo, e principalmente mais condições de trabalho. Afirmaram que 80% dos alimentos produzidos no campo são advindos da agricultura familiar, e que o agricultor não é tratado como deve ser; nem recebe incentivo que o leve a ter uma maior renda em seu trabalho digno.
E viva a Agricultura Familiar!