terça-feira, 6 de julho de 2010

O grito da Argentina

O tango das importações que só crescem


Mal um grupo de ministros brasileiros deixou o solo Argentino e o Secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno começou a esbravejar. Tratou logo de se reunir com empresários para acertar de uma vez por todas, essa coisa preocupante de nome IMPORTAÇÕES, que só em maio, cresceu 72%, enquanto no mesmo comparativo as exportações subiram apenas 25%. É ou não, a hora de gritar. Basta Thê! Entonces, lá foi o secretário Moreno entrar em ação e dar a ordem. “Só pode importar quem exportar e em proporções iguais”. Se isso for uma ameaça caros leitores quem está ameaçado? Fica aqui a pergunta, diante de uma economia que se encontra de pernas bambas como a da Argentina, mas com um leve poder de barganha. A intenção da ordem é evitar a redução do superávit comercial e a consequente pressão sobre o câmbio.
"Devem exportar o mesmo valor que importam, caso contrário, não poderão importar", disse Moreno em algumas das reuniões que têm realizado com empresários, conforme relato de fontes ligadas à Câmara de Importadores (Cira). Não há uma norma que formalize as restrições às importações locais. Trata-se de um controle administrativo aplicado na aduana para que o produto não entre no país.
A advertência
Conforme informações da DCI, a advertência de Moreno ocorreu apenas um dia depois de participar da reunião entre os ministros brasileiros da Fazenda, Guido Mantega, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, com os ministros argentinos da Economia, Amado Boudou, e da Indústria, Débora Giorgi, na quinta-feira. Foi a primeira vez que o secretário participou de um encontro bilateral.
Moeda local
Os alimentos do Brasil vão poder entrar no país, mas os importadores vão ter de usar o Sistema de Moedas Locais, ou seja, pesos e reais, para o intercâmbio comercial. "Não querem [os funcionários] que o mercado de câmbio esteja inundado de dólares. Para nós, não há problema porque não muda nada realizar as operações em pesos, reais ou dólares", disse uma das fontes.
O setor de autopeças também recebeu a orientação de importar peças do Brasil usando o SML, criado em outubro de 2008 para eliminar o dólar das transações comerciais. Mas o Brasil não é o único a sofrer as barreiras. Tanto que o porta-voz da União Europeia, John Clancy, acusou a Argentina de aplicar medidas protecionistas e pediu que o governo "deixe imediatamente de bloquear" as importações europeias. "Estamos muito preocupados porque a situação atual está tendo um impacto negativo em algumas exportações de produtos comestíveis da União Europeia", disse Clancy às agências internacionais.
Ao que se passa esse tango ainda será dançado por muita gente. E como nem dólar nem euro estão com esta bola toda, entonces guarda-te Hermano. Vemos-nos no próximo capítulo.

2 comentários:

jussara disse...

O pior e que os Argentinos acham que eles sao melhores em tudo em relacao aos Brasileiros!!!
Da pra acreditar???????

Execelente materia!!!!

VALÉRIA ESTEVES disse...

Pois é, mas a economia deles não suporta tanta soberba. bjs